Skip to main content
Faça uma doação

Faça uma doação

Os Missionários Xaverianos não dispõem de nenhuma receita a não ser o nosso trabalho evangelizador e as doações dos amigos benfeitores. O nosso Fundador, São Guido Maria Conforti, quis que confiássemos na Providência de Deus que nunca deixa desamparados seus filhos. Invocamos sobre você e sua família, por intercessão de São Guido Maria Conforti, as bênçãos de Deus.
Atenciosamente,

Redação da Família Xaveriana


Deposite uma colaboração espontânea:

Soc. Educadora S. Francisco Xavier
CNPJ: 76.619.428/0001-89
Banco Itau: agência 0255, conta corrente:27299-9
Caixa Econômica ag. 0374, conta corrente: 2665–3

Teologia

Mês da Bíblia: a Esperança não decepciona


O Mês da Bíblia de 2025, a Igreja do Brasil aprofunda a Carta aos Romanos, com o lema: “A esperança não decepciona” (Rm 5,5). A proposta está em sintonia com o Ano Santo da Encarnação “Peregrinos de esperança” e com os 1700 anos da celebração do Concilio de Niceia (325), que proclamou o credo como profissão de fé.

O Ano Jubilar é um tempo de graça, do perdão das dívidas (Lv 25, 8-13), o “ano da graça” (Is 61, 1-2), retomado por Jesus no começo de seu ministério (Lc 4,18-19). Na tradição católica, o primeiro ano Jubilar foi proclamado por Bonifácio VIII, em 1300, logo passou a ser celebrado a cada 25 anos. O ano do Jubileu é a ocasião para a oração, reconciliação e peregrinação, favorecendo um novo olhar sobre o caminho espiritual da comunidade e de cada pessoa. 2025 é o ano santo da graça com o tema: “Peregrinos de esperança”; o estudo da Carta aos Romanos, visa celebrar a fé vivenciando e aprofundando o tema da esperança cristã.

A autoria da carta aos Romanos é tradicionalmente atribuída a São Paulo, embora alguns estudiosos considerem que possa ter sido redigida por um discípulo. Se escrita por Paulo, foi provavelmente redigida em Corinto, entre os anos 55 e 58 d.C. Outros estudiosos sugerem datas entre 56 e 65 d.C., antes ou pouco depois da morte de Paulo.

A carta dirigida à comunidade cristã de Roma, não foi fundada pessoalmente por Paulo. Há indícios da presença de cristãos desde a década de 40 d.C., tanto judeus como gentios. Após o Edito de Cláudio (49 d.C.), muitos judeus foram expulsos de Roma, retornando após sua morte (54 d.C.), o que gerou conflitos internos na comunidade cristã, entre os antigos líderes judeus retornados e os gentios que assumiram a liderança durante sua ausência.

Há diversas hipóteses sobre a finalidade da carta, a primeira é que Paulo pretende ir a Jerusalém levar a coleta para os pobres (Rm 15,25-26), como gesto de solidariedade e comunhão entre as comunidades. A segunda é que Paulo precisava ser acolhido pelos romanos, dá ajuda a comunidade diante do conflito entre judeus e gentios (Rm 12–14). A terceira hipótese, é que Roma facilitaria a viagem missionária de Paulo para a Espanha.

A carta segue o gênero epistolar com os elementos clássicos da introdução com saudação e ação de graças (Rm 1,1–15). Corpo central com a justificação pela fé (Rm 1,16-17), dividido em quatro partes: a justiça e a ira de Deus (Rm 1,18–4,25); a salvação pela fé (Rm 5,1–8,39); o papel de Israel no plano de Deus (Rm 9,1–11,36); a exortações práticas (Rm 12,1–15,13). Enfim, a conclusão e as saudações (Rm 15,14–16,27).

A carta trata três temas teológicos, o primeiro é a salvação ou soteriologia sobre a justificação gratuita do ser humano, realizada por Deus por meio de Jesus Cristo, que não se obtém pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo (Rm 1,18–4,25). Depois, o papel de Israel como o povo da promessa; apesar da recusa de muitos em aceitar Jesus como Messias, permanece a esperança de salvação também para os judeus. Enfim, as consequências da justificação pela fé no agir cristão (Rm 12–15).

A fé leva a uma nova forma de viver ao cristão que deve oferecer sua vida como sacrifício agradável a Deus. O amor rege as relações na comunidade e na sociedade. A carta apresenta uma teologia densa e complexa, que leva a certeza de que “a esperança não decepciona” (Rm 5,5), porque nada nos separará do imenso amor de Deus, manifestado em Jesus Cristo (Rm 8,31-39) e derramado em nossos corações pelo Espírito Santo (Rm 5,5).

Rafael Lopez Villasenor, sx


Artigos relacionados

Teologia
O mês de Maio dedicado a Maria, tempo pascal que antecipa a festa de Pentecostes. A grandeza de Mar…
Teologia
A festa que se celebra dia 08 de dezembro tem um significado todo especial neste tempo de advento…
Teologia
Como Jesus viveu suas últimas horas? Qual foi sua atitude no momento da execução? Os evangelhos não…
Teologia
No dia 3 de dezembro na Universidad Centro-americana José Simeón Canãs (UCA) de San Salvador (El Sa…