Skip to main content
Faça uma doação

Faça uma doação

Os Missionários Xaverianos não dispõem de nenhuma receita a não ser o nosso trabalho evangelizador e as doações dos amigos benfeitores. O nosso Fundador, São Guido Maria Conforti, quis que confiássemos na Providência de Deus que nunca deixa desamparados seus filhos. Invocamos sobre você e sua família, por intercessão de São Guido Maria Conforti, as bênçãos de Deus.
Atenciosamente,

Redação da Família Xaveriana


Deposite uma colaboração espontânea:

Soc. Educadora S. Francisco Xavier
CNPJ: 76.619.428/0001-89
Banco Itau: agência 0255, conta corrente:27299-9
Caixa Econômica ag. 0374, conta corrente: 2665–3

Missiologia

A Congregação xaveriana nasce da experiência do amor!


Celebrar o centenário da Carta Testamento do Nosso Santo Fundador significa atualizar a inspiração missionária que orientou a sua vida e o conduziu a caminhar na missão dele: consagrar a própria vida ao anuncio do Evangelho aos que ainda não o conhecem segundo o estilo de São Francisco Xavier.

Como o nosso Fundador, eu também reconheço a beleza da nossa vocação missionária: “a vocação à qual temos sido chamados não podia ser maior nem mais nobre porque nos faz semelhantes a Cristo, autor e consumador da nossa fé” (CT 1). Valorizo e agradeço o chamamento que o Senhor tem me dado juntamente com muitos outros irmãos xaverianos que nos precederam. Ao mesmo tempo creio que continua sendo uma proposta maravilhosa; não posso, porém, esquecer a mudança de época que estamos vivendo. Essa situação cria muitos desafios a uma vocação como a nossa: “dúvidas... angústias... falsas apreensões... desânimo exagerando as dificuldades de tal forma que tenta mostra-la que é irrealizável” (CT 3).

Claramente essa realidade é uma provação para a nossa proposta vocacional, formativa e para o nosso estilo de vida; e também principalmente é um desafio para a nossa experiência de fé e o seu significado. Em outras palavras: o grande tema vocacional continua sendo uma questão de fé por parte de quem propõe a vocação e por parte de quem responde à vocação. Em sintonia com o nosso Santo Fundador posso afirmar que nossa consagração missionária nasce da contemplação de Cristo crucificado e do amor que manifesta e suscita: “assim se ama.

A experiência do amor gratuito de Deus é a tal ponto intima e forte que a pessoa experimenta que deve responder com uma doação incondicional da própria vida, consagrando tudo, presente e futuro, nas mãos de Deus” (VC 17). Portanto, é essa experiência de amor que está na origem, no alicerce e no horizonte da nossa consagração a Deus em vista da missão (RMX 15). As mesmas realidades que vivemos na promoção vocacional, na formação, nos colégios, nas paróquias e com os irmãos nos Países de missão exigem de nós respostas radicais e pessoais e comunitárias em relação à nossa forma de viver a consagração, a espiritualidade, a vida fraterna e a missão dentro da vida xaveriana.

Em um País onde o 9% da população sofre pobreza extrema e o 43% vive na pobreza me sinto chamado a um maior desprendimento afetivo e efetivo do tudo aquilo que nos possa impedir de sermos livres para acolher o Reino do Céu (CT 4). Dentro do meu coração o fato de eu viver a pobreza me impulsiona a dar o melhor de mim em todas as atividades quotidianas. Sinto-me corresponsável no cuidado e na sustentação da comunidade; na administração clara que a Providência põe nas minhas mãos; no fato de assumir comunitariamente os projetos da missão. Mesmo assim, vejo a pequenez da minha resposta diante da imensa necessidade do povo; vejo também a minha tentação de me contentar numa pobreza à qual não falta nada.

Em uma realidade do mundo em que as relações interpessoais estão marcadas por um exagero do corpo, da imagem e do instinto do prazer esforço-me a viver aquilo que eu sou por amor a Deus e aos irmãos principalmente aos que não O conhecem. Passando os anos percebo que eu sou mais consciente da delicadeza desse tesouro, da necessidade de cuidar disso e de compartilha-lo com humildade. Ao mesmo tempo experimento a necessidade de eu pedir o dom da castidade com uma oração cotidiana (CT 5).

Esse é um dos aspectos mais nobres da formação tanto inicial quanto permanente. O amor missionário é sempre novo contanto que se renove constantemente a partir da própria fonte original: esse amor nos conduz à plenitude da vida e da transcendência. Essa mudança de época nos deixou pegadas profundas no nosso estilo de vida: em alguns casos mais individualismo e em outros mais comunitarismo. Estamos vivendo tempos críticos em relação ao serviço da autoridade e à pratica da obediência. Creio necessário recordar que é através da obediência que vivemos com maior clareza a nossa vocação missionária no estilo de Jesus Cristo que veio ao mundo para cumprir a vontade do Pai.

A autoridade é serviço aos irmãos. A autoridade e a obediência são complementares dentro de um diálogo fraterno. Na nossa vida a obediência é missionária: nos colocamos a serviço da Igreja, da Congregação e do mundo. Tem que ter equilíbrio entre a liberdade e as decisões tomadas; existe o conflito entre a autoridade do superior e a consciência do religioso; a relação entre a renúncia e a alegria interior; disciplina e liberdade. “Depois de termos feito voto a Deus de obediência, devemos nos considerar como instrumentos nas mãos dos nossos superiores para procurar a glória de Deus e a salvação dos seres humanos” (CT 6).

Durante os meus anos tenho visto que a nossa consagração missionária se fundamenta principalmente na vida de fé “que deve nos levar a buscarmos e a querermos a vontade de Deus e não a nossa” (CT 7).  Com certeza, não é uma vida fácil porque muitas vezes os limites falam mais forte do que as virtudes. Entretanto, o Fundador dizia: a fé deve ser a norma de nosso comportamento. A nossa amizade com Jesus Cristo deve guiar nossos sentimentos, pensamentos, palavras e ações.

Portanto, é urgente voltarmos às fontes, cuidarmos e alimentarmos nossa espiritualidade. “Eu olhava para Ele e Ele olhava para mim ...”. Cada dia é mais urgente uma experiência pessoal e profunda de Cristo missionário do Pai para viver nossa vocação missionária. Somos chamados a escutar Cristo na pessoa humana e na história; a escuta-Lo na Palavra, a servi-Lo nos pobres, a celebra-Lo na Eucaristia e a espera-Lo com vigilância ativa (RMX 25). É nossa a escolha de vivermos aquela vida de fé que nos faz “ver a Deus, buscar a Deus, amar a Deus em tudo, aumentado em nós o desejo de propagar o Reino em todos os lugares” (CT 10). “E juntamente com o amor a Deus devemos alimentar em nos nossos corações a caridade tanto para conosco como para com os nossos irmãos” (CT 9).

Muitas vezes nós admiramos nos outros o nosso estilo de vida familiar: “Fazer do mundo uma só família”. E com certeza procuramos fazer o nosso melhor esforço em viver como irmãos. Entretanto, ao mesmo tempo, existe a necessidade de estarmos muito atentos para que os nossos defeitos pessoais e as dificuldades da vida comunitária não prevaleçam: “o egoísmo individual, o espírito de censura, as murmurações, a tendência às disputas e às particularidades, a mania de aparecer e de se destacar” (CT 9). Nesse sentido é necessário manter um bom nível de vida humana, espiritual e missionária de tal forma que: “tudo deve ser sacrificado sobre o altar da concórdia fraterna que torna a convivência feliz, consolida e faz florescer as instituições” (CT 9).

A nossa santificação, a prosperidade do nosso Instituto e a realização da nossa missão dependem da assimilação pessoal e comunitária das três características fundamentais da nossa identidade: Espírito de fé viva, Espírito de obediência pronta e generosa e Espírito de amor intenso pela nossa família religiosa. Esse é o testamento que nos deixou o nosso Santo Fundador (CT 10), a quem consideramos como Pai amoroso, Pastor e Missionário, Exemplo de virtudes e Modelo de santidade.

Pe. Juan Olvera Servín, sx.


Artigos relacionados

Missiologia
A "guerra", como a conhecemos na escola, quase não existe mais. Pelo menos na África. Dois exército…
Missiologia
Estamos celebrando cem anos de distância da Carta do Testamento, mas, de certa forma, nos pode pare…
Missiologia
Nesta passagem, Dom Conforti começa com o voto de pobreza -de amar- porque é a primeira renúncia qu…
Missiologia
A Igreja do Brasil começa a preparação para o 7º Congresso Americano Missionário (CAM 7), que será…