Grito dos Excluídos: Cuidar da casa comum e da democracia todo dia!

Em um processo que se estende muito além da data oficial do Dia da Pátria, 7 de setembro, dois movimentos populares históricos se unem para resgatar o verdadeiro sentido de independência no Brasil: o Grito dos Excluídos e o Plebiscito Popular. Embora o foco seja a celebração da pátria, a verdadeira batalha é diária e se concentra em proteger a "casa comum" e a democracia.
Desde a década de 1990, essas iniciativas se complementam, fortalecendo-se mutuamente. Enquanto o Plebiscito Popular se dedica a ouvir a população sobre temas cruciais como trabalho, justiça e dignidade, o Grito dos Excluídos leva para as ruas, praças e campos as vozes abafadas da opressão, do racismo e da xenofobia. Juntos, eles mobilizam as energias que emanam das bases, das periferias e dos mais vulneráveis, provando que, de fato, a comoção gera movimento.
A união desses movimentos enfrenta três desafios principais, que estão no cerne da luta por uma sociedade mais justa e soberana: primeiro, cuidado com a vida em todas as suas formas, a defesa da biodiversidade e do meio ambiente é essencial para o "bem viver" e para garantir um legado positivo para as futuras gerações. Segundo a defesa da democracia, pois hoje está sob forte ameaça. Não apenas pela ascensão da extrema-direita e da tirania, mas também por "relações tóxicas" que se infiltram em todos os ambientes e instâncias. Terceiro, a garantia dos direitos humanos, pois eles são fundamentais, como trabalho, justiça e dignidade, são a porta de entrada para o bem-estar da população, priorizando sempre os mais pobres e excluídos.
O Grito e o Plebiscito são parte de um processo contínuo, precedido e seguido por uma diversidade de manifestações. Marchas, seminários, debates e expressões culturais nutrem a força do povo em movimento. Ambas as iniciativas ganham nova urgência em um momento em que a vida no planeta, a democracia e os direitos humanos são ameaçados.
Sob o lema "Soberania não se negocia", Grito e Plebiscito descem das arquibancadas e entram em campo, desafiando o patriotismo passivo. Eles propõem um patriotismo ativo, onde a luta e a festa se unem para combater toda forma de opressão e para celebrar as vitórias populares, em um processo contínuo de construção de uma verdadeira independência: livre, plural e em constante diálogo.
Fonte: site do grito dos excluídos








