
O terceiro domingo do mês de agosto, celebramos a vocação para Vida Religiosa Consagrada, em vista de uma missão específica.
Seguir Jesus de Nazaré é mais do que uma escolha pessoal, é uma resposta generosa ao chamado para viver com Ele e como Ele. A vocação à vida religiosa missionária, especialmente nas congregações voltadas para a missão ad gentes, com a especificidade da missão universal, é o chamado para levar o Evangelho até os confins da terra, para que “Seja conhecido e amado por todos, nosso Senhor Jesus Cristo”.
Quem é chamado(a) à vida religiosa missionária, tem a missão de trabalhar em defesa e promoção da vida, nos lugares onde estiver ameaçada. O convite de Jesus, “Segue-me”, é uma vocação que vai além da consagração expressa nos votos de pobreza, obediência e castidade em vista de uma missão, a finalidade é cultivar a paixão profunda por Cristo e pela humanidade, tornando-se instrumento de esperança e libertação no mundo.
O missionário (a), ao assumir o compromisso com os pobres e oprimidos, exerce um papel profético, denuncia as injustiças, anuncia a Boa Nova, promove a reconciliação e a dignidade humana. A profecia brota da vivência fiel da vocação missionária, que inevitavelmente incomoda e confronta as estruturas do mal, contrárias ao Reino de Deus e, por isso, pode gerar perseguição, inclusive o martírio.
Em um mundo de guerras, fome, falta de esperança e conflitos, Deus continua chamando homens e mulheres a viverem a consagração religiosa e missionária de forma radical, em defesa dos pobres e excluídos, como portadores de esperança para a humanidade. Chamados a viver a missão ad gentes, enviados a testemunhar o amor do Deus da Vida.
A vida religiosa missionária é vivida em comunidade como sinal do Reino. Os conselhos evangélicos se concretizam no dia a dia fraterno, no serviço mútuo e no apoio espiritual. Essa convivência cria um verdadeiro espírito de família, que se traduz também em ação apostólica. Como dizia São Guido Conforti, fundador dos Missionários Xaverianos: “Fazer do mundo uma família”.
A vocação à vida religiosa missionária é, portanto, um caminho de entrega e alegria, uma resposta concreta ao amor de Deus, que chama e envia para além das fronteiras.








