
Agosto é o mês das vocações. No terceiro domingo pedimos a Deus pela vocação à Vida Religiosa Consagrada, que é vivenciada por homens e mulheres que dizem “sim” a Deus e entregam suas vidas pela causa do Reino de Deus.
Sabemos que a vocação não é um processo que ocorre da noite para o dia, é um longo caminho de descobrimento e discernimento. Há uma caminhada intensa para adquirir o conhecimento formal e espiritual necessários para finalmente chegar até a consagração total na Vida Consagrada, que acontece através da profissão dos votos de pobreza, obediência e castidade.
Viver a vida religiosa é doar-se por completo à causa do Reino de Deus. É levar a presença e a luz de Jesus Cristo pelo mundo afora como discípulos missionários para as comunidades, os pobres, a sociedade... A vocação religiosa é, portanto, uma maneira de se doar para construir um mundo mais justo e fraterno. O Papa João Paulo II disse que a "verdadeiramente, a vida consagrada é uma memória viva do modo de viver e agir de Jesus".
Para o Papa Francisco à vocação religiosa é o “grande tesouro na Igreja, daqueles que seguem o Senhor de perto, professando os conselhos evangélicos”. A Vida Religiosa Consagrada é um chamado para construir pontes de diálogo entre o mundo, sendo sinal do Reino de Deus na sociedade.
É verdade que há escassez de vocações em muitos lugares, talvez seja por falta de testemunho e de ardor apostólico, porque alguns consagrados e consagradas não entusiasmam nem fascinam (cf. EG 7). Por outro lado, existe o testemunho e o entusiasmo fiel de muitos religiosos e religiosas que se doam totalmente aos pobres, aos excluídos, vivenciando de forma heroica a profecia em um mudo dilacerado por tantas injustiças.








