
Nesse mês de agosto, dedicado às vocações, cujo tema é: “Amados e chamados por Deus” e tem como lema, “És precioso a meus olhos, eu te amo” (Is 43, 40), a segunda semana é dedicada especialmente à família.
O objetivo desse mês é para reavivar em cada um de nós essa consciência, que somos todos “vocacionados”, ou seja, que somos chamados a responder à vocação divina que há em nós, como padre, pai ou mãe de família, religioso ou religiosa, ou como leigo/leiga comprometidos na Igreja.
Voltando ao tema da família, esse é um momento de agradecer a Deus pelo dom das nossas famílias. Costumo lembrar aos noivos, no dia do casamento, que o matrimônio não é um plano humano. Para nós na Igreja, o matrimônio entra na continuidade do plano da criação e do amor divino. Recordo a eles que não foi o noivo que conquistou a noiva, nem a noiva que conquistou o noivo, mas sim, que foi Deus que agiu e os uniu para viverem nessa aliança sagrada com Ele.
Temos que aprender a agradecer a Deus pelas nossas famílias, apesar das limitações que muitas vezes encontramos nelas. Nenhuma família no mundo é perfeita, cada família tem realidades diferentes, de alegria, de dor e por vezes, até de ódio. Mas, mesmo assim, essa é a família que Deus deu a cada um de nós.
Na verdade, cada membro da família, é um dom de Deus. Quando começarmos a olhar uns aos outros como dons e presentes de Deus, nossa a vida familiar vai mudar. Pode ser que o marido ou a esposa esteja limitado (a), mesmo assim, lembre-se que ele/ela é um presente que Deus colocou na tua vida para alcançar a tua realização Nele.
Para a Igreja, famílias são pequenas igrejas domésticas. Costumo perguntar ao povo quem foi a primeira pessoa que lhe ensinou a rezar. Será que foi o pároco da tua paróquia ou a catequista? A resposta é sempre negativa. O povo me responde sempre que foi o pai ou a mãe. Se perdermos as famílias, perdemos também a sociedade e a igreja inteira, porque é na família que aprendemos a amar a Deus, respeitar aos outros e compartilhar com os outros. Me lembro da minha mãe que nos ensinava a partilhar com outras crianças. Ela falava que “se tem um prato para dois, o mesmo prato pode ser para quatro”. É por isso que as famílias não podem delegar a educação de seus filhos aos catequistas ou à escola. A base insubstituível de toda educação é a família!
Esse momento dedicado as famílias é também para rezar por todas aquelas famílias que estão passando por momentos difíceis, para que sintam a presença de Deus no meio delas. Rezemos para que todas elas, a exemplo da Sagrada família de Nazaré, sejam verdadeiros lares, onde cada membro da família se sinta amado, acolhido, ouvido, cuidado e perdoado e que acima de tudo, que sejam lares de paz, alegria, amizade, sacrifício, doação e amor.
Nesse mês, em especial, que estamos rezando pelas vocações, peçamos que nossas famílias possam se abrir ao chamado de Deus e lhe deixar escolher e chamar mais padres, pais e mães responsáveis e comprometidos, religiosos (as) e leigos (as), a seu serviço. Sagrada família de Nazaré, rogai por nós!
Pe. Elvis Ndihokubwayo








