Fazer do mundo uma só familia
Fazer do mundo uma só familia
Xaverianos
Xaverianos
Convido você a respirar, sentir a natureza, relembrar de rostos de lutadoras e lutadores do povo, mártires... que são exemplos de continuidade da vida, da utopia. Leia a poesia...
[...] No princípio, o verbo se fez fogo,
nem Atlas tinha o Globo
mas tinha nome o lugar.
Era Terra,
E fez o criador a Natureza,
fez os campos e florestas
fez os bichos, fez o mar.
Fez por fim, então, a rebeldia
que nos dá a garantia
que nos leva a lutar
pela Terra, [...]
(Canção da Terra – Pedro Munhoz)
O que é amazonizar-se? Qual a compreensão e aprendizagem teológica espiritual de inúmeros missionários e missionárias estrangeiros ou de pessoas de lugares diferenciados dos nativos?
Habitar na Amazônia é aprender a navegar, descobrir o caminho a seguir, aprender a paciência das marés, da pesca, aprender a contemplação que se renova em cada fluxo de água do grande rio. É banhar-se, renovar-se constantemente do calor cansativo da vida, da sujeira material e espiritual que se gruda em nós nas labutas e desmandos da vida; é compreender a dimensão hídrica de nossa vida. Somos água quando navegamos pelos rios, o modo mais típico de viagens na Amazônia, aprendemos a ser contemplativos: encher os olhos das águas, do verde das florestas, da imensidão do horizonte.
Não somente somos água em nossa composição química, nosso ser corpo-espiritual brota e vive nas águas. É silenciar, se aperceber habitar na Pchamama, ventre, útero que nos acolhe e nos gera para a vida. Nela vivemos nove meses mergulhados nas entranhas maternas para compreender fundamentalmente que água é vida. Nossa herança cristã nos mergulha na água para revestimos de Cristo, nova criatura iseridos/as numa inter-relação filial: Abbá-Mãe-Pai.
Por onde caminhar?
Numa Teologia inculturada que respeite os costumes e as tradições dos povos indígenas, ribeirnhos e amazonidas que sustentem o agir social e pastoral comprometido com a Vida.
Amazonizar o mundo que escuta os clamores dos povos da Amazônia em defesa de seus territórios, especialmente os territórios tradicionais, apelando pela racionalidade do uso dos recursos naturais, de acordo com a proposta da Ecologia Integral.
Circularidade aprender a conviver com a diferença humana, aprender a conviver com a natureza. Juntos com todas as criaturas, que unem nosso passo e nosso canto nas nossas lutas em proteção ao Planeta, da Vida.
Espiritualidade ligada a utopia “Eu renovo todas as coisas” a missão exige uma conversão sinodal particularmente nos grupos, expressões religiosas. Não se pretende um canto uníssono, mas uma sinfonia, onde cada voz, cada registro, cada timbre vocal enriquece o único evangelho, cantado em uma possibilidade infinita de variações.
Sororidade a Divina Ruah /Espirita nos desafia a experimentar, ousar novas formas de ser Igreja diversamente ligadas ao território feminino. O papel das mulheres dentro e fora da Igreja. Muitas comunidades não se sustentariam sem a presença das mulheres. Chegou a hora de as mulheres serem nas Igrejas mistério, ministério de feminilidade, diversidade, alteridade reciprocidade, parceria, inclusão.
A Campanha da REPAM – Amazoniza-te – nos convida a refletir e discernir a escolha de pessoas que coloquem em seu governo a defesa da Amazônia, a Crise climática.





















