Ação missionária da Paróquia São Sebastião

A Paróquia de São Sebastião de Atalaia do Norte (AM), fica na beira do Rio Javari, no Oeste da Amazônia, Brasil, na divisa com o Peru. Conta com treze mil habitantes. Forma parte da diocese do Alto Solimões, que tem o bispo dom Adolfo Zon, xaveriano.
A Paróquia é grande como o Portugal com distâncias enormes, que exigem dias de canoa ou barco. Ao longo dos rios, no meio das florestas moram 6.200 indígenas de seis etnias diferentes em mais de cem aldeias. Eles conservam suas culturas e religiões.
Aproximadamente uns mil indígenas vivem na cidade, porque o ensino médio só existe aqui. Nas aldeias, são sempre ameaçados por tentativas de invasão pelos exploradores de minérios, madeira, petróleo, pesca e caça predatória, tráfico de pessoas...
Todos os indígenas do Vale do Javari recebem benefícios sociais do Governo Federal, vem para Atalaia para sacar o dinheiro e fazer as compras. Mas o dinheiro demora em sair, um mês, dois meses e as canoas ficam na beira do rio, cheias de numerosas famílias indígenas que passam fome e são relegadas a si mesmas. Os produtos dos mercados os atraem e gastam dinheiro em coisas supérfluas, pelo consumismo.
O município de Atalaia é o terceiro mais pobre do Brasil e o mais pobre do Amazonas, ficando longe 1.200 km de avião de Manaus, capital do estado. A cidade se apresenta em estado de abandono, tem casas precárias, palafitas sobre a margem do rio que são invadidas pela água quando sobe o rio, ruas de puro barro-lama ou esburacadas, lixo na beira das ruas.
A saúde pública é precária, o desemprego é grande, e há outros males como a droga, o álcool a violência doméstica contra as mulheres... isso deve-se em parte à ausência do Poder Público. O povo é acolhedor, generoso, esforçado e alegre!
A Paróquia conta com uns cinquenta leigos/as engajados/as que são ótimos. O povo é em grande parte evangélico, mas há também um grande número que se considera católico, mas praticamente com pouca ou nenhuma Evangelização.
A pastoral é sobretudo ordinária. Mas existe a pastoral da criança, a caritas, o compromisso com os indígenas, a luta contra o tráfico de pessoas, o reforço escolar, a defesa da mulher, o combate aos abusos sexuais contra crianças e adolescentes.
Os agentes da pastoral são três irmãs, uma missionaria leiga xaveriana espanhola, duas missionárias leigas do CIMI (Conselho Missionário Indigenista) que atuam com os indígenas nas aldeias, os padres Zezinho Leoni e Alberto Panichella, missionários xaverianos.


Pe Alberto Panichella







