
Estamos no ano Santo da Esperança, proposto pelo Papa Francisco, com o tema “Peregrinos da Esperança” e com lema: “A esperança não decepciona” (Rm 5,5). A Igreja é convidada a ser um sinal vivo da esperança.
O Jubileu da Esperança, proposto pelo Papa Francisco, é um convite a renovar nossa espiritualidade pascal, nutrida pela oração e pela Eucaristia em vista da missão. Somos chamados a ser verdadeiros “artesãos da esperança”, agindo com compaixão, proximidade e cuidado com os pobres.
Ser discípulos missionários é levar ao mundo a esperança, devolver a dignidade que alimenta a vida, especialmente onde ela está mais ameaçada. A esperança não é uma ilusão nem um simples desejo otimista. Ela é uma força viva, enraizada na ressurreição de Jesus Cristo. Ela é o motor que impulsiona o seguimento de Jesus, mesmo em tempos difíceis. O Papa Francisco nos alerta: “Não deixem que lhes roubem a esperança”, pois, sem ela, a vida perde o sentido.
A esperança não ignora o sofrimento; ao contrário, é uma resposta firme e profunda ao mal, à injustiça e à dor. Ela nos move à transformação pessoal e social. A cruz de Cristo, que era sinal de morte, tornou-se fonte e sinal de esperança, porque nela Deus Ressuscitou um crucificado, se fazendo próximo do sofrimento e dos crucificados da história.
A esperança histórica, que deseja um mundo melhor e a esperança escatológica, que aponta para a plenitude do Reino, não podem caminhar separadas. Juntas revelam que a missão cristã é agir na transformação do mundo, em vista da plenitude do Reino de Deus. Missão e esperança caminham juntas, o missionário é aquele que “restaura a esperança”.
Enfim, cada batizado é chamado a ser missionário da esperança, sinal vivo do Reino no mundo. Com a vida, proclamamos que a esperança cristã nunca morre, porque Cristo venceu a morte e nos convida a sermos portadores da vida nova entre os povos vencendo todo tipo de sofrimento.
Rafael Lopez Villasenor, sx








