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Missiologia

São Guido, Congresso Eucarístico Nacional


Celebrar a solenidade de São Guido Maria Conforti na véspera de um Congresso Eucarístico Nacional (Recife PE/Brasil 10 – 13 novembro 2022) suscita no meu espírito um turbilhão de memórias, de reflexões e de louvores ao Pai.

Na Itália tinham-se celebrados 5 Congressos Eucarísticos de 1891 (Napoli) a 1997 (Veneza). Por mais de dez anos tudo ficou parado, até 1920 a Bergamo (6 º congresso). Neste tempo, enquanto organismos e organizações várias estão discutindo e o poder civil proibiu procissões para “não perturbar a ordem pública”, São Guido não ficou passivo e inativo, organiza e celebra o primeiro Congresso Eucarístico Diocesano em Parma em 1912 (em outubro celebramos (esquecemos?!) os 110 anos) e participa ativamente à preparação e celebração do Congresso Eucarístico Regional (Piacenza).

Quando retomam os congressos nacionais, participa a Bergamo (Itália): seu nome está gravado na placa marmórea da catedral. Em Palermo (1924, 8º Congresso Nacional) participou com a proposta de uma meditação com o tema: Eucaristia e Missões Católicas. Na conclusão deste discurso nós encontramos a atualidade e a convergência do enfoque confortiano com o XVIII congresso nacional aqui no Brasil: «Pão em todas as mesas».

São Guido utiliza a imagem de Maria orante às bodas de Caná: «É no banquete eucarístico que nós deveríamos experimentar, mais forte que de costume, o sentimento daquela fraternidade universal que, para todo cristão, é um dever imprescindível. Ao pensarmos em tantos irmãos nossos segundo a carne que não têm a sorte incomparável de participar conosco na mesa dos Anjos e de saborear as mesmas delícias, deveríamos ter um sentimento de profunda tristeza e dirigir, ao Senhor, as palavras que a ele dirigiu, triste, porém confiante, a Virgem, nas bodas de Caná: vinum non habent. Senhor, olha para tantos milhões de irmãos que sofrem sede de justiça, de verdade, de paz, de amor. Vinum non habent. Falta-lhes o vinho supra-substancial, que infunde vigor, que preserva das enfermidades, que infunde júbilo e alegria ao coração. Venha, Senhor, a eles o teu reino. Adveniat Regnum tuum Eucharisticum. Nenhum fiel deveria se aproximar da Mesa Eucarística, nenhum sacerdote deveria subir ao Santo Altar sem elevar a Deus essa oração imprescindível».

Fraternidade, justiça, verdade, paz e amor... Pão em todas as mesas! Dom Orlando, na homilia do dia de Nossa Senhora Aparecida, chamou a atenção ao mesmo evangelho e às mesmas imagens: «Como a rainha Ester, Maria diz “Salve a saúde do povo” é isso que nossa Senhora diz: salve a vida do povo brasileiro, vida humana, vida cristã, vida ecológica. Viva a vida a Mãe da vida. Na primeira leitura este convite à vida.

No salmo: minha filha escuta. Ela escuta e pratica a palavra a primeira e mais perfeita discípula da palavra vamos seguir este conselho, este exemplo de Maria escutar a Palavra escutar, escutar, escuta Deus, mas também escuta o clamor do povo porque ela escuta muito bem. No evangelho: «eles não têm mais vinho». No nosso caso faltando pão. Este o vinho que nós precisamos com o vinho falta o pão, faltando paz, faltando fraternidade. Estes são os vinhos que todos nós precisamos nos dias de hoje, com o vinho da fé, o vinho da oração, este vinho bendito da palavra de Deus. Irmãos e irmã escutemos Maria escutemos o povo».

Fraternidade, pão, paz... Pão em todas as mesas. Como é possível não amar este pai fundador, come é possível non amar a nossa vocação xaveriana? Sempre atual, sempre atenta ao caminho da Igreja e do povo. Até com as mesmas palavras: fraternidade, pão, paz... Justiça.

Imagem1

Igreja Catedral de Bergamo: Bispos participantes ao 6º Congresso Eucarístico Nacional

Bergamo 1

Alfiero Ceresoli, sx


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