A vocação missionária leiga: ser sal da terra e luz do mundo

O quarto domingo do mês de agosto, a Igreja no Brasil celebra a vocação do leigo e leiga, um chamado para ser sal da terra e luz do mundo (cf. Mt 5,13-14). Essa missão nasce do batismo, que insere cada cristão na comunidade eclesial e o torna sujeito ativo da evangelização, independentemente de sua função ou grau de instrução, como afirmou o Papa Francisco: “todo batizado é um sujeito ativo de evangelização” (EG 120).
Os leigos e leigas são protagonistas na missão da Igreja, não apenas coadjuvantes. São chamados a testemunhar e anunciar o Reino de Deus no dia a dia. O Concílio Vaticano II recorda que “por vocação própria, lhes compete procurar o Reino de Deus, iluminando e ordenando todas as coisas temporais segundo Deus” (LG 31).
Portanto, a vocação leiga é vivida no coração da cultura, da política, da economia e da família, como sinal de esperança, construtor da paz e agente de reconciliação. Como ensina o Documento de Aparecida, chamado a ser “discípulo missionário” (DAp 278), colaborando, segundo sua condição, na missão da Igreja (CL 15).
O campo próprio de atuação do leigo e leiga é o mundo. É ali que é chamado a ser fermento na massa (cf. Mt 13,33), como missionário (a), além dos limites eclesiais (cf. CL 34). Em um contexto marcado por secularização, individualismo e desigualdades, essa missão exige coragem, formação e comunhão com a Igreja, pois não há verdadeira vida cristã sem compromisso transformador com a realidade (GS 43).
Viver a vocação é um serviço missionário do leigo (a) muito amplo, que se concretizar na catequese, na liturgia, no cuidado com os pobres, na promoção da justiça e da paz, na defesa da vida, na família, na política, na economia, na educação e na cultura, entre muitos outros lugares.
A vocação ministerial missionária do leigo (a) é, ao mesmo tempo, dom e responsabilidade. É a resposta ao chamado de Cristo para servir e evangelizar no coração do mundo. Alimentada pela Palavra e pela Eucaristia, essa vocação transforma o em protagonista da missão, anunciando com palavras e gestos que Cristo é a esperança que não decepciona (cf. Rm 5,5).









