Skip to main content
Faça uma doação

Faça uma doação

Os Missionários Xaverianos não dispõem de nenhuma receita a não ser o nosso trabalho evangelizador e as doações dos amigos benfeitores. O nosso Fundador, São Guido Maria Conforti, quis que confiássemos na Providência de Deus que nunca deixa desamparados seus filhos. Invocamos sobre você e sua família, por intercessão de São Guido Maria Conforti, as bênçãos de Deus.
Atenciosamente,

Redação da Família Xaveriana


Deposite uma colaboração espontânea:

Soc. Educadora S. Francisco Xavier
CNPJ: 76.619.428/0001-89
Banco Itau: agência 0255, conta corrente:27299-9
Caixa Econômica ag. 0374, conta corrente: 2665–3

Artigos

Inteligência artificial, para onde vai nos levar?


A revista britânica "The Economist" profetizou que em 2036 um algoritmo de inteligência artificial ganhará o Prêmio Nobel. "Este momento será um ponto de viragem ética para poder distinguir um androide de um ser humano", diz Cinzia Crostarosa, do Centro de Estudos Europeus. "E inaugurará uma era em que o material biológico será integrado ao material eletrônico e novos indivíduos com melhores habilidades intelectuais e físicas serão formados."

O Papa Francisco dedicou a sua mensagem para o 58.º Dia Mundial das Comunicações Sociais ao tema da inteligência artificial e ao impacto que pode ter nas nossas vidas. "Em primeiro lugar, devemos limpar o terreno das leituras catastróficas e seus efeitos paralisantes", começa o papa. "No entanto, nesta época que corre o risco de ser rica em tecnologia, mas pobre em humanidade, nossa reflexão só pode partir do coração humano." O Papa observa que o termo "inteligência artificial" pode ser enganoso: "As máquinas certamente têm uma capacidade desmedida, em comparação com os humanos, de memorizar dados e relacioná-los uns com os outros, mas cabe ao ser humano e somente a ele decifrar seu significado".

Gianfranco Lombardo, professor assistente de inteligência artificial e engenharia da computação da Universidade de Parma, argumenta que o problema de nomenclatura é extremamente complexo. "O que chamamos de 'inteligência artificial' é resultado de 50 anos de desenvolvimento tecnológico", explica Lombardo. "Embora haja uma distinção clara na academia, na vida cotidiana ela pode ser mal compreendida", continua o pesquisador. "Se o termo 'inteligência artificial' dá a impressão de que a inteligência artificial pode ser comparada à inteligência humana, então concordo que está errado." No entanto, Lombardo afirma que "o modelo é orientado para a realização de uma certa inteligência geral semelhante à dos humanos, mas ainda estamos muito longe disso".

A questão da regulação da inteligência artificial é crucial para Lombardo: "Os efeitos negativos não são intrínsecos a essa tecnologia. É a forma como a usamos que pode levar a resultados negativos", diz Lombardo. "É por isso que são necessárias regulamentações muito rígidas que não restrinjam a pesquisa."

O Papa Francisco, em sua mensagem, ressalta que "no entanto, como em qualquer esfera humana, a regulação não é suficiente". "Somos chamados a crescer juntos, em humanidade e como humanidade", continua o papa. "A informação não pode ser separada da relação existencial: envolve o corpo, o ser na realidade; requer relacionar não apenas dados, mas também experiências; exige a presença do rosto, do olhar, da compaixão, bem como da solidariedade".

Paolo Benanti, professor da Universidade Gregoriana e membro do Grupo Consultivo da ONU sobre Inteligência Artificial, apontou recentemente a disparidade que a inteligência artificial pode criar entre países mais ricos e mais pobres. "Neste momento, não é apenas privilégio dos países mais ricos, mas também está sendo desenvolvido em um punhado de nações", escreveu Benanti em uma postagem recente nas redes sociais. "Essa falta de diversidade na produção e o monopólio dos produtos podem se tornar não apenas um obstáculo à sua expansão global, mas também uma espécie de novo fenômeno colonial."

O Papa, em sua mensagem, também alerta para o perigo de a inteligência artificial gerar novas castas e formas de pobreza, mas se os seres humanos responderem bem às questões colocadas por essas novas tecnologias, o resultado pode ser diferente.

Lombardo comenta o que diz Benanti: "Essa distância entre países ricos e pobres não surge apenas por causa da inteligência artificial. Quando muito, a inteligência artificial é apenas um dos fatores que podem exacerbar essa lacuna."

No verão de 2023, centenas de atores de Hollywood protestaram contra as produtoras de cinema pelo risco de elas usarem sua imagem para criar filmes inteiros sem a necessidade dos próprios atores. "Compartilho da preocupação deles", diz Lombardo. "Atualmente, não podemos criar um filme completo com IA, mas é provável que dentro de um ou dois anos possamos."

Sobre o problema da perda de criatividade, Lombardo explica: "É verdade que esses modelos podem gerar quase tudo, mas nunca geram nada de novo". A pesquisadora ressalta: "Eles só geram conteúdo com base em experiências passadas. A diferença é que a máquina pode acessar mais experiências simultaneamente em comparação com um ser humano." "Se estamos falando de trabalho criativo, não acho que vá desaparecer. A inteligência artificial pode nunca ser capaz de gerar tramas verdadeiramente originais para um filme ou um livro", continua Lombardo. "Para algo verdadeiramente único e original, sempre precisaremos de um ser humano."

Pe. Pietro Rossini sx


Artigos relacionados

Artigos
Este ano a Campanha da Fraternidade sobre a educação vem ao encontro do natalício de Paulo Freire P…
Artigos
“Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. Foi desta forma que o Papa Francisco con…
Artigos
Na Santa Missa no Santuário Nacional, dom Maurício Silva Jardim, bispo de Rondonópolis-Guiratinga e…
Artigos
Este ano jubilar foi uma oportunidade para eu crescer no conhecimento de São Guido Maria Conforti…