
Na cultura popular brasileira, as festas juninas valorizam tradições locais e também revelam elementos históricos e religiosos bastante curiosos. As festas seguem o calendário litúrgico da Igreja – na transição da Idade Antiga para a Idade Média – acabou por substituir os rituais dedicados aos deuses médio-orientais, gregos, romanos e nórdicos por festas dedicadas aos santos.
Tradição da fogueira
Da história de São João, a cultura popular europeia retirou vários símbolos que passaram a se mesclar com os tradicionais ritos de colheita. A fogueira, característica das festas de São João, tem fundamento na história do nascimento de João Batista. A fogueira era um sinal de Santa Isabel para Maria, mãe de Jesus.
Conta-se que Nossa Senhora perguntou a Santa Isabel como poderia saber do nascimento do menino, ao que Isabel respondeu: – Vou acender uma fogueira bem grande; assim você poderá vê-la de longe e saberá que João nasceu. Mandarei também erguer um mastro com uma boneca sobre ele. Santa Isabel cumpriu a promessa. Certo dia Nossa Senhora viu ao longe uma fumaça e depois chamas vermelhas. Foi à casa de Isabel e encontrou o menino João Batista.
No Brasil, a prática do acendimento da fogueira na noite de 23 para 24 de junho foi trazida pelos jesuítas. Com o tempo foi associada a outras tradições populares, como o forrobodó africano (espécie de dança de arrasta-pé), que daria no forró, e a quadrilha caipira, que herdou elementos de bailes populares da Europa – palavras como “anarriê”, “alavantú” e “balancê”, por exemplo, são adaptações de termos de bailes populares da França.

Com informações de: Site Cruz Terra Santa; FERNANDES, Cláudio. “Origem da festa junina”; Revista Brasil Escola. (Fonte: site da arquidiocese de Sorocaba)








