RETOMADA DAS ATIVIDADES VOCACIONAIS PRESENCIAIS

Depois de 5 meses de quarentena devido a pandemia de corona vírus, o tempo propicio chegou de retomar a caminhada dos encontros presenciais de estágios vocacionais missionários. Estiveram presentes 5 jovens, quatros oriundos de Laranjeiras e um de Nova Laranjeiras. O encontro teve 3 momentos principais: avaliação da caminhada realizada no tempo de quarentena (encontros on-line), o estudo do tema: “Identidade e horizontes do caminho vocacional” e por fim, o almoço comunitário. No estudo do tema, temos frisando a importância do mês de agosto dedicado às vocações, o mês de setembro com 3 ícones importantes na caminhada vocacional: a Bíblia (Palavra de Deus) no processo de discernimento vocacional, a espiritualidade da Cruz (14/9), e o chamado do publicano Leví (Mt 9,9-13).
Exortamos os vocacionados a se familiarizarem com a Palavra de Deus porque não é possível pensar um caminho vocacional fecundo sem contato com a Palavra de Deus. A Bíblia é a carta do amor. A Palavra de Deus é o nosso alimento espiritual, “Lâmpada para nossos pés, luz para nossos caminhos” (sal 104, 105). Ser cristão, discípulo seguidor de Cristo, é colocar-se a serviço da Palavra. Trata-se de deixar-se iluminar, modelar, penetrar, e transformar por ela.
A respeito da espiritualidade da Cruz, sem pretensão de aprofundar o tema na ótica da espiritualidade Confortiana (esse será desenvolvido futuramente), mostramos a Cruz como símbolo da nossa fé, de sacrifício e de doação de si por amor. “Assim que se ama”, escreveu Santo Afonso de Ligorio debaixo de um Crucifixo. “Prova do amor maior não há, que doar a vida pelo irmão”. A Cruz é o critério e ao mesmo tempo condição do discipulado. O caminho que leva a ressureição passa necessariamente pela crucificação. Querendo ficar com o Cristo sem cruz, acabamos ficar com a cruz sem Cristo.
Com o ícone do chamado de Leví em Mateus 9, 9-13 destacamos o fato que o Senhor passa pelos caminhos do nosso dia à dia. O chamado é fruto da graça e da misericórdia do Senhor. Respondendo ao chamado de Leví (Mateus) passa da coletoria do imposto ao discipulado. Uma verdadeira e profunda conversão que culminará no apostolado. Ele demostrou sinal de desapego e despojamento, imprescindíveis para a fecundidade do caminho vocacional. Assim, deixando o seu ganho pão Leví considera o Cristo como o seu tesouro, a sua riqueza principal, a pérola preciosa de sua vida.








