Fazer do mundo uma só familia
Fazer do mundo uma só familia
Xaverianos
Xaverianos
Queridos leitores, cumprimento-os desde as terras distantes de Bangladesh. Eu sou o Padre Juan José, missionário xaveriano, e sou originário do México.
Já estou há quase 9 anos trabalhando em Bangladesh. Gostaria de compartilhar com vocês a experiência de como se vive a Liturgia. Primeiro, quero dizer que a Liturgia aqui é uma festa; ou seja, quando celebramos a Eucaristia, estamos celebrando um "onustan", que significa festa, com todos os seus sinais próprios da cultura. Um sinal importante é que nas igrejas não há bancos; normalmente, as pessoas sentam-se em um tapete sobre o chão, o que é um sinal cultural. Outro elemento que me parece importante é que na igreja se entra descalço, como sinal de respeito, o que me lembra as palavras que Javé dirige a Moisés: "tira as sandálias porque o lugar que pisas é sagrado" (povitro jaiga).
A procissão de entrada da missa é muito importante; é acompanhada por um grupo de meninas que vão dançando ao ritmo do canto, como para dizer: dispongamo-nos a celebrar esta festa. Uma vez iniciada a celebração, outro momento emotivo é o canto do glória, onde novamente aparecem as meninas dançando com incenso, velas e flores, para oferecê-los a Jesus ressuscitado, que é o centro da festa e está presente no meio de seu povo.
Depois da consagração, no momento em que se eleva o Corpo e o Sangue de Cristo, as meninas voltam com as flores e as velas para dançar diante de Jesus Ressuscitado.
Outro momento que considero significativo é que, desde o momento em que se inicia a consagração até o início do Pai-Nosso, as pessoas permanecem de joelhos, como sinal de respeito e de meditação do Mistério Pascal.
Com tudo o que foi mencionado, pode-se entender por que dizemos que a Eucaristia é uma festa. Porque é a festa do dia do Senhor que vivemos na Páscoa.





















