Fazer do mundo uma só familia
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Xaverianos
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No mês de setembro, a Igrejado Brasil celebra o mês da Bíblia cujo objetivo é promover uma sempre renovada consciência sobre a importância das Escrituras Sagradas na vida cristã. Entre as Normas Gerais que devem orientar a reforma da Sagrada Liturgia, na Constituição Dogmática Sacrosanctum Concilium do Concílio Vaticano II, um parágrafo é dedicado especificamente à "Bíblia e à Liturgia", com estas palavras: "é enorme a importância da Sagrada Escritura na celebração da Liturgia. Porque é a ela que se vão buscar as leituras que se explicam na homilia e os salmos para cantar; com o seu espírito e da sua inspiração nasceram as preces, as orações e os hinos litúrgicos; dela tiram a sua capacidade de significação as acções e os sinais. Para promover a reforma, o progresso e adaptação da sagrada Liturgia, é necessário, por conseguinte, desenvolver aquele amor suave e vivo da Sagrada Escritura de que dá testemunho a venerável tradição dos ritos tanto orientais como ocidentais." (SC 24).
Um pouco mais adiante, entre as normas derivadas da natureza didática da Liturgia, a Sacrosanctum Concilium retorna à presença da Bíblia na Liturgia: "Para que se manifeste com clareza a íntima conexão entre o rito e a palavra na Liturgia: 1. Nas celebrações sagradas, a leitura da Sagrada Escritura seja mais abundante, mais variada e mais oportuna" (SC 35).
A respeito da reforma da Liturgia Eucarística, a mesma Constituição recorda a necessidade de maior riqueza bíblica na Missa: "Para que a mesa da Palavra de Deus seja mais abundantemente preparada para os fiéis, os tesouros da Bíblia sejam abertos com mais generosidade, de modo que, ao longo de um número determinado de anos, as partes mais importantes da Sagrada Escritura possam ser lidas ao povo" (SC 51).
A razão, o fundamento desta importância, reside no fato de que o próprio Cristo está "sempre presente e operante, especialmente nas celebrações litúrgicas" (SC 35): "Ele está presente na sua Palavra, pois é Ele quem fala quando a Sagrada Escritura é lida na Igreja" (SC 7), "Na Liturgia, de fato, Deus fala ao seu povo e Cristo ainda anuncia o seu Evangelho" (SC 33). Sendo assim, a escuta da Palavra na Liturgia, faz queimar e arder o coração do discípulo tornando-o missionário que anuncia a Palavra porque por ela guiado.
A Igreja vive da Palavra e vive para a missão, isto é, por escutar na Palavra que Deus enviou seu Filho e seu Espírito e que assim como o Pai enviou o seu Filho este nos envia também, ela encontra o fundamento de sua missão na revelação da missão do Filho e do Espírito. Na verdade, só existe a missão da Igreja porque existe a missão do Filho. Isto é, somente porque Jesus foi enviado pelo Pai no poder Espírito é que podemos ser também. E isto vale também para o Antigo Testamento: os patriarcas, os profetas, os sábios, todos eles viveram a missão de povo de Deus em vista da missão do Filho. Deus agiu no povo de Israel para preparar este povo para o momento de sua revelação em Jesus Cristo, enviado pelo Pai.
O discípulo missionário viverá sempre da Palavra. Como não entendemos a missão como uma simples função, não se trata de fazer algo unicamente, é imprescindível que o missionário esteja sempre na escuta de Palavra. Assim se expressou o Papa Bento XVI: “a missão da Igreja não pode ser considerada como realidade facultativa ou suplementar da vida eclesial. Trata-se de deixar que o Espírito Santo nos assimile a Cristo, participando assim na sua própria missão: ‘Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós’ (Jo 20, 21), de modo a comunicar a Palavra com a vida inteira.






















