Fazer do mundo uma só familia
Fazer do mundo uma só familia
Xaverianos
Xaverianos
O período entre o Domingo de Páscoa e o Domingo de Pentecostes é conhecido como um tempo de exultação pela vitória de Senhor sobre o pecado e a morte e pela nova vida dos fiéis em Cristo, o Ressuscitado que passou pela cruz. É um tempo a ser celebrado antes de tudo com alegria e beleza. Este espírito festivo exige, portanto, não baixar a guarda à medida que as semanas passam e outras emergências podem aparecer. A novidade da Páscoa deve ser verdadeiramente respirada ritualmente dentro da liturgia na escansão dos cinquenta dias através do canto solene do Aleluia, a centralidade do círio pascal aceso (se possível próximo à mesa da Palavra de onde é anunciada a vitória de Cristo), a cruz adornada e iluminada, o livro dos Evangelhos a nos recorda as aparições do Ressuscitado e o cuidado com o espaço sagrado qual jardim de ressurreição no tempo do santo júbilo pascal.
Mas o tempo da Páscoa também celebra, através da liturgia, a força missionária que constitui a essência mesma da Igreja. É claro que este convite à missão não se aplica apenas aos primeiros discípulos. Isso se aplica a nós também. Para nós, também hoje o Ressuscitado entra em nossas casas e em nossos corações, mesmo que às vezes as portas estejam fechadas. Entra trazendo alegria e paz, vida e esperança, dons de que precisamos para o nosso renascimento humano e espiritual. Só Ele pode derrubar aquelas lápides que o homem muitas vezes coloca sobre os próprios sentimentos, sobre os próprios relacionamentos, sobre o próprio comportamento; pedras que sancionam a morte: divisões, inimizades, rancores, invejas, desconfianças, indiferenças. Só Ele, o Vivente, pode dar sentido à existência e ajudar aqueles que estão cansados e tristes, desanimados e sem esperança, a retomar o caminho.
Na liturgia do tempo pascal, dentro de cada domingo deste percurso luminoso, somos convidados a nos deixar iluminar pelo brilho daquele que venceu para irradiá-lo ao mundo. Como discípulos/missionários do Ressuscitado, nos deixamos alcançar pelo dom pascal de uma paz que faz ressuscitar e nos compromete a sermos semeadores de reconciliação e fraternidade: “A paz esteja convosco”! Seria oportuno, na liturgia deste tempo santo, valorizar o abraço da paz como memória do primeiro dom do Ressuscitado aos seus e como caminho a ser trilhado em uma perspectiva universal. Desta forma, iluminados e irmanados pelo Vivente, fazemos ressoar no mundo o canto novo que a celebração no tempo pascal nos ensina a cantar: “O homem novo conhece o canto novo. O canto é uma manifestação de alegria e, se examinarmos bem, uma expressão de amor. Quem, portanto, aprendeu a amar a vida nova, aprendeu também a cantar o canto novo. Cantai com a voz, cantai com o coração, cantai com os lábios, cantai com a vida, sede vós mesmos o canto que ídes cantar!”




















