Fazer do mundo uma só familia
Fazer do mundo uma só familia
Xaverianos
Xaverianos
A princípio são poucas as coisas que sabemos sobre a infância de Jesus, são anos que comumente, na área bíblica, chamamos dos anos ocultos de Jesus. Os evangelistas não se preocuparam tanto com esse período da vida de Jesus, pois quando escrevem estão fazendo teologia e não jornalismo. Isso não significa que não se possa falar a respeito da infância.
Encontramos um bom material no evangelho de Mateus e Lucas. Ambos dedicam dois capítulos para tratar do acontecimento: anunciação e nascimento, depois encontramos um grande silencio. Mas qual seria o motivo que os evangelistas se silenciam diante do Infante Jesus? Porque Jesus viveu tranquilamente, como qualquer criança de seu tempo. O extraordinário na vida de Jesus, se manifestará quando ele começa seu ministério público, ou seja, depois dos 30 anos de vida.
Existem semelhanças nos escritos de Mateus e Lucas: Maria concebe sem ajuda de um varão (Mt 1,20.23.25 Lc 1,34); A concepção é feita por obra do Espírito Santo (Mt 1,18.20 e Lc 1,35); José descende de David (Mt 1,16-20 e Lc 1, 27.32). O nascimento de Jesus foi em Belém (Mt 2,1 e Lc 2,4-6). Jesus cresceu em Nazaré (Mt 2,23 e Lc 2,39). O anjo anuncia que Jesus é o Salvador (Mt 1,21 e Lc 2,11). Também é nos relatos da primeira infância de Jesus que ficamos sabendo o nome de seu pai adotivo: José.
Em Mateus e Lucas os acontecimentos da infância de Jesus estão intimamente relacionados, com os textos do Antigo Testamento. Cada vez que Mateus fala de Jesus, ele conecta Jesus com citações do Antigo Testamento.
O que Mateus e Lucas pretendiam, cada um à sua maneira, não era contar histórias bonitas, mas escrever a história real que aconteceu no tempo: Deus se fez homem em Jesus de Nazaré, ou seja, Deus assumiu o gênero humano. A narração da infância de Jesus são histórias interpretadas e, a partir da interpretação, escritas.
Ao olhar para a infância do menino Jesus, nós vemos nessa criança de Nazaré, Deus que se faz homem, Deus que assume a fragilidade humana, quis se fazer família. Deus precisou de uma família para entrar no nosso mundo e o próprio Deus foi educado por Maria e José.


















