Os Missionários Xaverianos não dispõem de nenhuma receita a não ser o nosso trabalho evangelizador e as doações dos amigos benfeitores. O nosso Fundador, São Guido Maria Conforti, quis que confiássemos na Providência de Deus que nunca deixa desamparados seus filhos. Invocamos sobre você e sua família, por intercessão de São Guido Maria Conforti, as bênçãos de Deus.
Atenciosamente,
Redação da Família Xaveriana
Soc. Educadora S. Francisco Xavier
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Em escuta do espírito
Vem Santo Espírito Consolador, acende em nós a chama do teu amor. Tu és luz que vem para santificar, dom que o Pai mandou para nos fortificar. Tu és claridade santa que vem iluminar, tu és sustento no caminho que vamos andar: Vem Espírito Santo.
Em escuta da palavra
Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus alguns saduceus, que negam a ressurreição, e lhe perguntaram: “Mestre, Moisés deixou-nos escrito: se alguém tiver um irmão casado e este morrer sem filhos, deve casar-se com a viúva a fim de garantir a descendência para o seu irmão. Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou e morreu, sem deixar filhos. Também o segundo e o terceiro se casaram com a viúva. E assim os sete: todos morreram sem deixar filhos. Por fim, morreu também a mulher. Na ressurreição, ela será esposa de quem? Todos os sete estiveram casados com ela”. Jesus respondeu aos saduceus: “Nesta vida, os homens e as mulheres casam-se, mas os que forem julgados dignos da ressurreição dos mortos e de participar da vida futura, nem eles se casam nem elas se dão em casamento; e já não poderão morrer, pois serão iguais aos anjos, serão filhos de Deus, porque ressuscitaram. Que os mortos ressuscitam, Moisés também o indicou na passagem da sarça, quando chama o Senhor ‘o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó’. Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos, pois todos vivem para ele”. Alguns doutores da Lei disseram a Jesus: “Mestre, tu falaste muito bem”. E ninguém mais tinha coragem de perguntar coisa alguma a Jesus.
Comentário
Os saduceus, partido religioso do tempo de Jesus, não acreditavam na ressurreição e queriam provar isto ao Metre, mas, não obtiveram êxito, pelo contrário, se afundaram na areia movediça do próprio esdrúxulo argumento. As pessoas autoritárias, incapazes de estabelecer qualquer tipo de diálogo e fechadas em seus próprios preconceitos, agem sempre nos moldes destes saduceus da passagem evangélica hodierna. Usam a própria criatividade para perderem-se em elucubrações mentais sem fundamentos e desprovidas de humana compaixão e sensibilidade. É o caso da história de hoje, de uma mulher tratada como coisa e completamente a mercê de uma visão machista de posse e consumo; despida do seu valor de mulher e de filha de Deus. Jesus, o Senhor, coloca o dedo na ferida indicando a estupidez e mediocridade presente no coração de seus interlocutores. No lugar de pensar no pós-morte, Jesus pensa no aqui e agora. A mulher não será esposa de ninguém, pois ninguém destes a amou de verdade, ao contrário, a coisificaram tornando-a escrava de comportamentos hediondos. A realidade do céu será a perpetualização daquilo que se experimentou na terra sobre o sigilo do amor. Só o amor fica, pois é de Deus, é Deus, e é eterno. Nem a morte arranca o signo do amor presente em nossos relacionamentos, prefigurando algo que não passará jamais; pois foi impresso no coração do Deus para o qual tudo vive. As arrogâncias se esvairão como fumaça no esquecimento. Hoje aos saduceus só podemos dizer: errou.