Bispos xaverianos na Amazônia

Ao celebrarmos os 70 anos de caminhada dos Missionários Xaverianos em terras do Brasil, lembramos a contribuição dos bispos da congregação para terras da Amazônia.
Dom Giovanni Gazza
O primeiro bispo xaveriano no Brasil, foi dom Giovanni Gazza, bispo prelado da Prelazia de Abaeté do Tocantins, confiada aos Missionários Xaverianos. O papa João XIII o nomeou bispo em 17 de novembro de 1962, ordenado em 8 de dezembro, na Basílica Nacional de Aparecida por Dom Vicente Zioni (bispo auxiliar de São Paulo). Tomou posse da nova prelazia em fevereiro de 1963.
Dom Giovanni Gazza foi eleito Superior Geral dos Missionários Xaverianos em 03 de setembro de 1966, para ajudar na receptividade do Concílio Vaticano II na Congregação xaveriana, teve que deixar a prelazia. Ele realizou o seu trabalho pastoral se adentrando nas matas e rios, a pé ou no barco (1962-1966). Em seu diário é perceptível em seus relatos que seus sentimentos pendiam para a bela região do Tocantins. Em obediência teve que deixar seus sonhos de missionário na Amazônia. Ele ofereceu o serviço como Superior Geral por onze anos, na transição do Vaticano II. Em 27 de novembro de 1980, foi nomeado bispo de Aversa (Itália). Faleceu em 06 de dezembro de 1998 em Parma Itália, aos 74 anos.
Dom Ângelo Frosi
Com a saída de dom Gazza, o Pe. Ângelo Frosi foi nomeado administrador da Prelazia de Abaeté Tocantins. Em 02 de fevereiro de 1970, Paulo VI o nomeia bispo prelado do lugar, segundo bispo xaveriano no Brasil. Em 1981 o papa João Paulo II elevou a Prelazia a diocese, sendo dom Ângelo o primeiro bispo diocesano. Como bispo foi presidente do Regional II da CNBB (1971-1979) e responsável da linha Missionária e encarregado da Pastoral Vocacional do Regional.
Dom Ângelo foi um pastor incansável, priorizou a formação, valorizou o laicato. A proposta dele era fazer acontecer o Reino através da catequese, das CEBs e da formação de lideranças. Defensor dos pobres e oprimidos, denunciou o trabalho semiescravo em que os trabalhadores eram submetidos na diocese. Faleceu em São Paulo, em 28 de junho de 1995, aos 71 anos de idade.
Dom Adolfo Zon Pererira
O terceiro bispo xaveriano é dom Adolfo Zon Pererira, nomeado pelo Papa Francisco em 27 de agosto de 2014, como bispo coadjutor da diocese de Alto Solimões com sede em Tabatinga (AM), na tríplice fronteira Brasil, Colômbia e Peru, assumindo como titular em 2015. A ordenação episcopal aconteceu em Abaetetuba (PA) por dom Flávio Giovanele. SDB.
Logo que dom Adolfo assumiu a diocese pediu a presença missionária dos xaverianos, que assumiram um trabalho Ad-Gentes na paróquia de São Sebastião em Atalaia do Norte (AM), fronteira com Peru. O imenso município tem a maior reserva de indígenas isolados do mundo, além de contar com seis diferentes etnias indígenas.
O grande desafio da diocese é a inculturação da Fé no tecido antropológico indígena e caboclo na realidade da Amazônia. Na diocese existem equipes para ajudar na formação teológica, bíblica e pastoral, disponíveis para ajudar as paróquias na formação dos agentes de evangelização.
Dom Paolo Andreolli
O quarto bispo xaveriano no Brasil é dom Paolo Andreolli, nomeado em 01 de fevereiro de 2023, como bispo auxiliar de Belém (PA) pelo Papa Francisco e titular de Altava. Ordenado bispo em 15 de abril, na Catedral de Belém por Dom Alberto Taveira Corrêa.
Lembramos que a presença dos Missionários Xaverianos em Belém é muito marcante. Desde a chegada no Pará, em 01 de março de 1961, Belém foi o ponto de apoio e passagem para realizar o trabalho missionária na Prelazia de Abaeté Tocantins. Posteriormente nos anos sessenta, seguindo a evangélica opção preferencial pelos pobres, assumiram um trabalho missionário nas ‘baixadas’ da cidade, lugares de pobreza e exclusão. Grande parte da população vivia em barracas e em condições infra-humanas. A presença da Igreja Católica era insignificante.
Dom Adolfo Zon Pereira, sx (bispo de Alto Soimões - AM)
Dom Paolo Andreolli, sx (bispo auxiliar de Belém)
Rafael Lopez Villasenor, sx










