Fazer do mundo uma só familia
Fazer do mundo uma só familia
Xaverianos
Xaverianos
Os evangelistas nos dizem que uma grande multidão de pessoas seguia Jesus durante a sua vida pública. E, dentre todas elas, ele escolheu um grupo de doze “para que estivessem com ele e para enviá-los a pregar”. Esse grupo terá o privilégio de conviver e conhecer o que há de mais íntimo no coração de Jesus. Depois de cumprir a sua missão aqui na terra, Jesus encomenda a esse grupo a missão que Deus Pai lhe havia confiado: ajudar para que o Reino de Deus se torne realidade.
Ao conhecer a importância da missão que os apóstolos recebem, poder-se-ia pensar que Jesus, entre toda aquela multidão que o seguia e aqueles que não o seguiam, escolheria os melhores de seu tempo, talvez os mais inteligentes, os mais santos ou os que tivessem mais sucesso. No entanto, lendo a lista dos nomes e as características dos apóstolos que os evangelistas nos apresentam, raciocinando humanamente, talvez se pudesse pensar que Jesus se equivocou, pois, a maioria dos que chamou eram pessoas comuns, com seus defeitos, seus pecados e suas ambições pessoais. E, acima de tudo, alguém poderia se perguntar por que Jesus chamou Mateus, que era um pecador público, ou Judas Iscariotes, que foi quem o traiu.
Mas o tempo deu razão a Jesus, pois esses homens, com a ajuda do Espírito Santo, em poucos anos conseguiram criar muitas comunidades cristãs e dar a vida por Ele. Devemos lembrar que “o ser humano julga pelas aparências, mas Deus olha o coração”. Por isso, pode-se dizer que a vocação é um mistério.
Quando Jesus chama uma pessoa, ele não a obriga a segui-lo. Cada um pode escolher o que acredita ser mais conveniente para a sua vida. E quem aceita o convite não pode se confiar e dizer como Pedro: “ainda que todos te abandonem, eu não te abandonarei”, porque seguir a Jesus não é fácil. Há conflitos, perigos e tentações que, se não forem superados, influenciam para que a pessoa decida “deixar o arado, olhar para trás” e abandonar tudo a qualquer momento.
Mas, para quem sente o “bichinho da vocação”, essas dificuldades não deveriam ser um motivo para não seguir a Jesus. Pois há quem se sinta chamado, mas não se sente digno de cumprir a missão que Deus lhe confia por causa da sua história, dos seus pecados ou dos seus defeitos. Essas pessoas esquecem que a vocação é um dom. E, assim como Deus confia naquele que chama, a pessoa que recebeu o convite deveria confiar plenamente, pois Deus nunca pede nada que não sejamos capazes de realizar.
E, se a missão for superior às forças de quem foi chamado, Deus vem em sua ajuda com a sua graça; o importante é que a pessoa se deixe ajudar. Isso foi muito bem compreendido por São Paulo; por isso, na segunda carta aos Coríntios, ele escreve: “Portanto, com imenso gosto continuarei a gloriar-me, acima de tudo, nas minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo… pois, quando estou fraco, é então que sou forte”.
E você, já se sentiu chamado por Deus alguma vez? O que te impede de segui-lo? Você gostaria de ser missionário?





















