Fazer do mundo uma só familia
Fazer do mundo uma só familia
Xaverianos
Xaverianos
Há revistas que apenas informam. Outras ajudam a pensar. Gostaríamos que esta edição fizesse algo ainda mais profundo: despertasse em cada leitor o desejo de olhar novamente para a humanidade com os olhos de Cristo.
Vivemos um tempo fascinante e, ao mesmo tempo, inquietante. Nunca tivemos tantos recursos para comunicar, viajar, produzir conhecimento e aproximar pessoas. Paradoxalmente, nunca experimentamos de forma tão intensa as feridas da solidão, da violência, da polarização e da perda do sentido da fraternidade. O progresso, por si só, não garante que nos tornemos mais humanos.
É justamente neste contexto que ressoa com particular força o convite do Papa Leão XIV para contemplarmos a magnífica humanidade criada por Deus e recriada em Cristo. Antes de qualquer projeto pastoral, antes de qualquer estratégia missionária, somos chamados a redescobrir a beleza da pessoa humana, criada à imagem de Deus e destinada a viver como membro de uma única família.
Esse horizonte encontra profunda sintonia com o coração missionário de São Guido Maria Conforti. Seu grande sonho nunca foi simplesmente enviar missionários a terras distantes. Seu sonho era formar discípulos apaixonados por Jesus Cristo, capazes de anunciar ao mundo que todos os povos são irmãos e que a missão existe para reunir a humanidade na comunhão do Pai.
Ao percorrer estas páginas, o leitor encontrará reflexões sobre vocação, missão, paz, evangelização no continente digital, experiências missionárias na Ásia e testemunhos concretos de quem continua acreditando que o Evangelho é capaz de transformar a história. Embora escritos por autores diferentes, todos esses textos dialogam entre si e conduzem para uma mesma convicção: a missão continua sendo o caminho para humanizar o mundo.
Mais do que respostas prontas, desejamos oferecer inspiração. Mais do que ideias, queremos partilhar experiências de homens e mulheres que descobriram que seguir Jesus significa sair de si, aproximar-se das periferias humanas e construir pontes onde tantos insistem em levantar muros.
Que esta leitura seja um encontro. Que cada artigo desperte novas perguntas, fortaleça a esperança e renove em todos nós a alegria de sermos discípulos missionários. Afinal, como sonhava São Guido Maria Conforti, enquanto existir um povo que ainda não conheça o amor de Cristo ou um irmão cuja dignidade não seja plenamente reconhecida, a missão continuará sendo sempre o coração da Igreja.
Boa leitura. Boa missão. E que o Senhor faça de todos nós artesãos da fraternidade universal.





















