Nossa Missão no Brasil

Por uma igreja pobre, missionária e pascal

Comprometida com a libertação do homem todo e de todos os homens
(Documento de Medellín, Juventude, 15a)

A Minha Primeira Cavalgada em honra do nosso padroeiro São João Batista

  • Elvis Ndihokubwayo
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A Minha Primeira Cavalgada em honra do nosso padroeiro São João Batista

No dia 23 de junho tive grande alegria e honra em participar da cavalgada de nossa comunidade, Paróquia São João Batista, como parte da celebração na festa do padroeiro, em Nova Laranjeiras.

 

No início tive receio de participar, pois não sabia cavalgar. Estava falando a mim mesmo: e se participasse e não suportasse, e se caísse... Mas, no final das contas, com o convite e encorajamento de alguns paroquianos e do nosso pároco, decidi participar.

 Coloquei-me nas mãos de Deus através da intercessão de São João Batista. Lembrei-me também que sou missionário, chamado a abraçar o desafio e estar onde o povo de Deus está, caminhar com ele na perspectiva da Igreja em saída, conforme nos aponta o Papa Francisco.

Esta cavalgada foi para mim uma peregrinação junto com o povo de Deus, caminhando em direção à nossa verdadeira morada. Olhei para a situação com os olhos da fé, sabendo que toda nossa vida e uma viagem rumo ao céu.

Havia já conseguido um cavalo com ajuda de um membro da comunidade, onde ia passar a cavalgada, mas não deu certo porque o horário da missa nessa comunidade não coincidiu com o da cavalgada. Tive que mudar meus planos. Às vezes também na nossa vida temos que aceitar as mudanças com relação a nossos primeiros projetos.

Depois da missa na comunidade do Alto da Prata, fui até Guaraí de carro. Chegando ai, a missa dos cavaleiros ainda não havia terminado. Após a missa, a pessoa que havia preparado o cavalo para mim, me chamou e ajudou a entrar no grupo dos cavaleiros. Assim também em nossa peregrinação terrestre, ninguém é uma ilha. Cada um de nós precisa do próximo para o ajudar a subir e superar dificuldades da vida com confiança. Ao iniciar a viagem, meu cavalo não andava rápido como teria gostado. Os outros cavaleiros passavam, me cumprimentavam, encorajavam e, em seguida, continuaram sua caminhada. Nossa viagem da vida é assim também. As vezes ela não acontece como teríamos gostado, mas precisamos ter paciência conosco mesmos e nosso próximo.

Ao longo da viagem ganhei confiança na minha primeira aventura andando a cavalo. Chegamos no CTG onde os cavaleiros pernoitaram para jantar, descansar e continuar a viagem cedo, no domingo. Na viagem da vida também precisamos parar, descansar, como Deus mesmo descansou no sétimo dia. A viagem da vida cansa, precisamos de um alimento para nosso corpo e alma. Para nós, o verdadeiro alimento e aquele que Jesus nos deixou: “Esse e o meu corpo e sangue...para vós...”

De manhã cedo retomamos a peregrinação rumo à Matriz São João Batista para a missa e depois a confraternização.  Este dia foi melhor porque já havia me acostumado.

Eram 182 cavalos andando numa só direção. Foi maravilhoso ver a devoção do povo de Deus de Nova Laranjeiras, caminhando junto, sem concorrência, se ajudando, esperando um pelo outro. Assim mesmo é nossa peregrinação na vida. Não importa chegar primeiro sozinho, mas chegar juntos, ajudando-se com paciência, carinho e amor.

Mais uma vez, essa cavalgada me ajudou a aprofundar meu entendimento de Igreja caminhando rumo ao céu. Nossa vida é passageira. Estamos numa peregrinação rumo à nossa verdadeira morada. As vezes o caminho cansa, outras caímos como se fôssemos cair do cavalo, as vezes chove, outras vezes o sol bate forte e nos enganamos do caminho. Porém, não estamos sozinhos nessa caminhada: Deus está ao nosso lado, os santos como São João Batista, são nossas bússolas para nunca perdermos a direção, ou desistir. Não caminhamos sozinhos também porque estamos com a comunidade. Somos chamados a continuar esta peregrinação de mãos dadas até nossa chegada junto do nosso Pai, Deus.

“O povo de Deus no deserto andava,

Mas à sua frente Alguém caminhava.

O povo de Deus era rico de nada,

Só tinha a esperança e o pó da estrada.

 

Também sou teu povo, Senhor

E estou nessa estrada

Somente a Tua graça me basta e mais nada.

 

O povo de Deus também vacilava;

Às vezes custava a crer no amor.

O povo de Deus, chorando, rezava

Pedia perdão e recomeçava.

(...)

 

O povo de Deus também teve fome

E Tu lhe mandaste o pão lá do céu.

O povo de Deus, cantado deu graças;

Louvou Teu amor, Teu amor que não passa.

 

O povo de Deus ao longe avistou

A terra querida que o amor preparou.

O povo de Deus corria e cantava

E nos seus louvores Teu poder proclamava.” (Pe Zezinho)

São João Batista, Rogai por nós!

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