O futuro dos Institutos Missionários

O texto original foi escrito em Italiano, como todo o dossiê e traduzido por Evanderson Luiz, Missionário Xaveriano, Brasileiro e estudante de Teologia em Parma na Casa Mãe dos Missionários Xaverianos.

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Os Institutos Missionários: Uma virada de Época

A mudança de época no ato agrava as bases das instituições religiosas globais, como a igreja católica. Os institutos missionários, em muitos casos aos postos mais sensíveis da igreja, também são afetados. Fundados na maioria das vezes no período colonial, quando o mito geográfico da “missão estrangeira” existia, hoje, em um ocidente cada vez mais histérico e em uma Igreja cada vez mais mundial pós-européia, os institutos estão experimentando um “caos” em relaçao a sua especificidade. As ultimas das reflexões fatas è evidente que eles estão experimentando uma virada de época. O seu futuro depende da capacidade de revisitar de forma criativa a experiência fundamental, com opções de vida exigentes, fechamentos dolorosos de estruturas volumosas e uma presença mais específica e estimulante nas Igrejas de origem. Escolhas pesadas, já que os institutos são predominantemente envolvidos na internacionalização e reestruturação interna, treinamento e qualificação do pessoal, absorvendo forças mais novas e melhores em “países missionários”, deixando migalhas nos países de origem. Apesar disso, há sinais de renascimento: surgem novas coisas.

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O “caos” como graça

O primeiro sinal é como lidar com o “caos” interpretativo. A maioria dos institutos o vive como uma oportunidade, uma graça, um tempo de discernimento e conversão. Quebrou –se o espelho colonial da “missão estrangeira”, os institutos são chamadas ao caminho da humildade e da pequenez para voltar “lançar” no mundo a missão de Deus (missio Dei), não só, mas sim, com outras congregações missionárias, com Igrejas locais e uma multiplicidade de novos sujeitos, como os movimentos eclesiais, que são a nova ala de missão, embora problemática. Em uma igreja que é concebida como missionária e se identifica com a missão, é importante para os institutos cessarem o trabalho de professores e formadores da missão para vestir–se como discípulos.

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A nova forma da missão

O segundo sinal é a nova forma da missão intergentes, que acontece nos institutos, que é a missão como um caminho duplo, onde o outro não é apenas o destinatário, que tem que se converter. Os Missionários e missionárias já não vão como proselitistas ad gentes, a doar-se somente. São homens e mulheres intergentes que testemunham o reino de Deus em meio as diferentes culturas e religiões, respondendo aos novos desafios da missão. Em vez de “fazer uma missão”, eles são “uma missão” com o rosto do relacionamento, da escuta, do diálogo, da aceitação, do encontro pessoal, da condivisão dos dons, da condivisão, e da amizade. ‘E a missão “com” a outro. O mesmo processo de conversão para a interculturalidade experimentada nos institutos é hoje uma prova de superação do binômio evangelizador-receptor. uma era acabou, a da missão “sem” o outro. Hoje o outro entra na missão. Os Institutos Missionarios podem, de forma eloquente, testemunhar e transmitir às Igrejas de origem, onde os projetos pastorais geralmente começam a evoluir independentemente da alteridade.

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Ad gentes como força motriz

O terceiro sinal é a redescoberta da missão ad gentes como a força motriz de cada ação e trabalho pastoral. é o “sonho missionário” do papa Francisco, capaz de reformar e renovar tudo. Os institutos não querem perder essa nomeação da época – da “transformação missionária” de toda a Igreja – embora sejam diminuídas as forças. Seria paradoxal que, nas necessidades mais urgentes, as Igrejas locais se arriscariam a procura de sua bússola missionária sem a ajuda de suas melhores forças missionárias, isto é, os institutos missionários. Por esta razão, os institutos também são desafiados na Itália (e na Europa) a “transformar” sua presença e pessoal específico. Só isso assegurará uma vitalidade renovada em situações – como a italiana (e o europeia) – onde sua especificidade e sobrevivência estão em jogo. Não pode ser reduzido a mera “conservação” (residências para necessidades institucionais e para o cuidado de pessoas idosas e doentes). Seria sua morte.

Novos sujeitos missionários

Hoje, os missionários não são mais a vanguarda da missão, mas sim os movimentos eclesiais, as novas comunidades, que dão mais ênfase às novas figuras missionárias e aos novos ministérios, leigos e mulheres, e parecem responder mais oportunamente às ansiedades pastorais de Igrejas locais, mesmo em escala global. Por um lado, esses novos sujeitos missionários – acima de tudo leigos – tornam a figura tradicional do missionário mais desbotada, por outro, estimulam os institutos a concentrar na sua especificidade. Isso requer pensar em novas formas e novos projetos de missão compartilhada, interações de participantes e serviços, mantendo a originalidade e a radicalidade do ad gentes ad vitam e ad extra própria dos institutos missionários.

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