Nossa História

A Família Xaveriana nasce em Parma, na Itália, no ano de 1895. Com a herança recebida após a morte do pai, o padre Guido Maria Conforti compra uma casa onde reúne um grupo de 17 seminaristas. Impedido de realizar seu sonho de tornar-se missionário além-fronteiras, ele mesmo decide fundar uma congregação com essa finalidade. Para o bom êxito do projeto, que ele mesmo julga quase temerário, Guido está disposto a dar o melhor de si. A nossa família cresce rapidamente com um objetivo bem definido: anunciar Jesus Cristo nos lugares onde ainda não é conhecido. O missionário que entra a fazer parte dessa família não é enviado às comunidades cristãs de sua terra, mas sai de seu país para ir onde não há nenhuma presença de igreja.


O nosso primeiro campo de trabalho é a China
, como era no plano de Conforti, continuando a missão de São Francisco Xavier. Os primeiros dois xaverianos são enviados em 1899. É o tempo em que a perseguição de um grupo nacionalista radical contra os missionários cristãos alcança o máximo de intensidade. Depois de dois anos, um dos missionários morre e o outro volta para casa. Apesar desse fracasso, o audacioso projeto de dom Guido continua e diversos outros missionários são enviados. Em 1928, Conforti tem a alegria de visitar os seus missionários na China depois de ter realizado mais de vinte expedições.


Ele pensava também em fundar uma congregação feminina com a mesma finalidade. Este projeto, porém, só se realiza 14 anos depois de sua morte, pela iniciativa do padre xaveriano Giacomo Spagnolo e da leiga Celestina Bottego (foto ao lado). Em maio de 1944 nasce a congregação das Missionárias de Maria – Xaverianas.

Em 1931, ano da morte de São Guido, a Família Xaveriana conta com 178 membros e seis casas de formação. A atividade dos xaverianos na China é interrompida várias vezes pelo suceder-se das guerras. Com a grande marcha comunista de 1947, os xaverianos sofrem perseguições, ações populares, o rigor das prisões, torturas e, enfim, a expulsão definitiva. Nesse momento, repete-se a epopéia dos primeiros cristãos narrada nos Atos dos Apóstolos: a perseguição provoca a dispersão que se converte em anúncio do Evangelho a outros povos, em outras terras. Foi assim que chegamos em diversos outros países da África, da Ásia, das Américas e da Europa.

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