Natal: encontro do divino e humano

Rafael Lopez Villasenor

A noite de Belém é sempre fria. Mas houve uma noite singular, em que Belém se encheu de glória, alegria e calor, pois se cumpria a profecia que determinava sua missão: “E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um príncipe que será o pastor do meu povo, Israel” (Mt 2,6). Essa noite de Belém uniu os céus e a terra. O canto dos anjos veio se unir ao encanto dos pastores, que foram ver o que Deus tinha preparado para ser “alegria para todo o povo”.

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Com o nascimento humano do Filho Eterno de Deus, inaugura-se a reconciliação entre o céu e a terra, entre o Criador e a criação.  Os céus e a terra se aproximaram. Por isto os anjos entoavam a música, que prolonga através dos séculos a alegria daquela noite de Natal: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens destinatários do amor divino”.

Historicamente, a festa do Natal cristão foi introduzida pelo Papa Júlio I no século IV, no lugar da festa romana ao deus sol “sol invicto”. Realmente não sabemos o dia certo do nascimento de Jesus Cristo. Comemorada no dia menor do ano do hemisfério norte, no inverno, data que era conhecida como vitória da luz sobre as trevas, sobre a escuridão. Em 25 de dezembro, festa do sol invencível que sempre renasce, símbolo da verdade e da justiça, luz que ilumina todos os povos. Porém, mais importante que a data, é o fato que permanece com o peso do seu imenso significado: “A Palavra de Deus se fez carne, e habitou entre nós!”

 Celebrar o Natal significa lembrar que, Jesus Cristo é o verdadeiro Sol, portador da verdade e da justiça que trouxe a luz e venceu as trevas. Pois bem, os cristãos devem recordar que o “verdadeiro sol” é o Cristo, o “Sol nascente que veio nos visitar lá do alto como luz resplandecente” (Lc 1, 78).

Na Idade Média, São Francisco de Assis, na noite de Natal de 1223, montou o primeiro presépio da história. O objetivo era de festejar o Natal de forma realista, portanto, armou uma cabana, onde colocou a manjedoura, rodeada de animais, pronta para acolher os personagens centrais da narrativa: José, Maria e o Menino Jesus recém-nascido. Aos poucos o costume espalhou-se pela Europa e pelo mundo. Posteriormente, as imagens dos Magos nos presépios foram colados, por volta do ano de 1484,  simbolizando que Jesus veio se manifestar a todos os povos e raças.

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Enfim, Natal é a celebração do encontro entre o divino e o humano. A vitória da Luz sobre as trevas. O tempo de paz e de amor entre os homens de boa vontade. Que as festas deste fim do ano tenham um significado especial na sua vida e na sua família. A equipe da Família Xaveriana deseja a todos um Feliz e Santo Natal!

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