Bispos australianos pedem que jovens lutem contra injustiça
 
Um ano depois da JMJ de Sydney

Recolhendo o desafio lançado por Bento XVI na última Jornada Mundial da Juventude, os bispos australianos convidam os jovens a lutar pela justiça social como parte de seu testemunho cristão.
Foi o que afirmou Dom Anthony Fisher, bispo auxiliar de Sydney, na apresentação oficial do documento “E sereis minhas testemunhas. Os jovens e a justiça”, da Conferência Episcopal Australiana, para o Domingo pela Justiça Social, a se celebrar no dia 27 de setembro.
Os bispos quiseram assim recolher o desafio que Bento XVI lançou aos jovens: “que deixareis para a próxima geração? Que legado deixareis aos jovens que virão depois?”.
Segundo Dom Christopher Saunders, bispo de Broome e presidente do Conselho de Justiça Social Católico, a última JMJ trouxe “uma oportunidade para os jovens e para todos nós, de ser agentes de esperança e de paz”.
Para os prelados, em Sydney “houve algo especial”, e de forma particular para os jovens australianos.
“Somos testemunhas de vossa paixão e compromisso nos assuntos de justiça social e vossa preocupação por vossos irmãos na Austrália e em outros lugares, que sofrem as chagas da pobreza, guerra, exploração e perseguição”, afirma a mensagem.
Os bispos remetem-se a essa experiência para propor um maior compromisso pela justiça aos jovens, como parte de seu testemunho cristão: “quando vocês enfrentarem este desafio e consideraram como responder, estejam seguros de que não estão sozinhos”.
O Papa, em sua chegada a Sydney, recordam os bispos, falou das injustiças cometidas contra os aborígenes australianos, dos enfermos e marginalizados, dos imigrantes e do respeito à liberdade religiosa.
“O Santo Padre sublinhou que a autêntica paz se baseia na verdade, e que nosso ímpeto pela justiça e a paz nos faz sedentos da verdade e da virtude.”
“Enriquecidos pelos dons do Espírito, vocês terão o poder de ir além das visões parciais, da utopia vazia, do fugaz, para oferecer a coerência e a certeza do testemunho cristão”, acrescentam os bispos.
Os prelados insistiram especialmente na necessidade de ajudar os jovens aborígenas, muitos dos quais vivem situações de marginalização na sociedade australiana.

Fonte: Zenit