Mais de 200 mortos e 57 mil desabrigados por causa dos combates em Mogadíscio; apelo do Presidente Ahmed
 
O presidente da Somália lançou um acalorado apelo à comunidade internacional para ajudar o seu país a expulsar centenas de combatentes estrangeiros que se uniram às milícias extremistas islâmicas. “O mundo deve nos ajudar a mandar embora os estrangeiros que lutam contra o governo somali. Caso contrário, o país e o governo estarão em perigo” disse o Presidente Ahmed. O apelo do Presidente Sheik Sharif Sheik Ahmed vem logo após um grupo islâmico radical ter reivindicado a responsabilidade por um atentado suicida ontem, 24 de maio, que matou sete pessoas. O líder político do grupo radical al-Shabab, Sheik Husein Fidow Ali, disse que o ataque foi efetuado por um adolescente que atirou-se com a bomba contra uma base militar na capital somali.
As autoridades locais suspeitam que o responsável pelo ataque seja um dos cerca de 300 estrangeiros que foram para a Somália nas últimas semanas para se juntarem às milícias integralistas. Segundo as Nações Unidas, os combatentes estrangeiros provêm, entre outros lugares, do Paquistão, Iêmen e Estados Unidos. Há algum tempo, de fato, as autoridades norte-americanas alertaram sobre alguns somalis que emigraram para os Estados Unidos e se juntaram a movimentos radicais. Algumas dessas pessoas voltaram depois à Somália para combater ao lado das milícias integralistas. Nas ultimas duas semanas mais de 200 pessoas foram mortas e centenas de outras ficaram feridas nos violentos combates entre o Governo de Transição e as milícias integralistas. Segundo as Nações Unidas, por causa dos combates, mais de 57 mil pessoas fugiram da cidade.

Agência: Fides