28509248938_025fab0eea_o.jpg

MEDITAÇÕES DO PE. ALFIERO CERESOLI

  • Pedro Saul Ruiz Alvarez
0
0
0
s2smodern
0
0
0
s2smodern
powered by social2s
RESUMO DAS MEDITAÇÕES FEITAS PELO PADRE ALFIERO C. CERESOLI

Agradecemos a presença do padre Alfiero em nossa Casa Regional, e em nossa Região do Brasil Norte. Ele foi postulador da causa de beatificação e canonização de Dom Guido Maria Conforti.

Durante a semana do nosso retiro acontecido nos dias 02-07/07/2018 na Casa de Retiro dos Jesuítas em Ananindeua-PA, nos levou a “beber do próprio poço” de nossa espiritualidade xaveriana.

A continuação tem parte das meditações que o padre Ceresoli compartilhou conosco.

  1. Quando a gente olha para o Conforti o mais oportuno é se perguntar sobretudo sobre as escolhas que ele fez na vida dele.

Na passagem do cego de Jericó aparece três vezes o chamado, vocação e o clamor: “que eu veja de novo”; e sua resposta: “e seguia Jesus pelo caminho”. Quantas vezes nós ficamos como que cegos, e devemos fazer nossas escolhas!

O salmo 84 é um convite a partir de novo. Quantas vezes nosso Fundador partiu de novo!

 

  1. Para Conforti era muito importante “não alterar a índole dos alunos”. Possuía a atitude de fazer sentir importante aos outros. Considerava a pessoa como filho, livre e aberta. É filho porque Deus é pai e carrega em si a imagem e semelhança Dele.

Por amor gratuito Deus criou a humanidade. Assim se recupera o que Jesus disse: “Quem me vê, vê o Pai”. Em consequência se deduz que quando eu vou à missão não vou encontrar “um pagão, um gentil”, mas um irmão.

Para Conforti Deus é a fonte do ser e fonte vivente da vida. É dai que nasce a missão; da kênosis do Pai. O homem livre também é barro. Por causa da própria liberdade o homem pode tornar a ser barro. Procurar a grandeza do homem, o respeito, pode ser um método missionário. Porque o homem tem guardado dentro de si um tesouro de pensamentos e afetos.

O texto bíblico de Marcos onde Jesus coloca no centro o homem da mão seca é um exemplo concreto do método missionário de Jesus.

  1. Precisamos de um pensamento novo, para pensar as implicações do que significa “ser uma só família”.
  2. Conforti: “A nossa alma está em nossas mãos e devemos trabalhar para esculpir e descobrir o a beleza dentro da pedra”. A todos nós foi dado um germe que devemos desenvolver segundo o que nos foi dado, forjando o destino que nos propõe o Salvador. Cada um é o artífice principal do seu êxito ou fracasso.

O primeiro trabalho escolar de Conforti foi “a liberdade em Santo Tomás”.

Sabendo que a santidade não é igual para todos, descobrimos o que era para Conforti: “chegar àquele grau de perfeição que tu queres de mim”.

Dizia, ele que “Deus habita numa luz inacessível”, mas que porém, Ele tem expressões típicas no Mundo Humano: “eu vi, ouvi, conheço seus sofrimentos; por isso, desci para libertá-lo”. “Deus vê, escuta, conhece e desce”.

No salmo 146 se bendize a Deus porque é presente, providente, santo e misericordioso.

  1. Deus se mostra no humano. Cristo é o Filho do Homem. Deus se mostra na nossa humanidade.
  2. Às vezes a mentalidade precisa de mudança quanto à ideia sobre Deus.

Segundo Sofonias, Deus é centro irradiante de festa e alegria. Cristo é o modelo Homem-Deus. Os gestos de Cristo Jesus podem ser nossos gestos. Ele coloca a pessoa como centro e não ele mesmo. Os próprios evangelistas afirmam: “é a tua fé que te salvou”. Jesus dá espaço, considera os outros: “dai-lhe de comer”. E vive a gratuidade, sem pretensão nenhuma: “sentou-se sem mais no poço”. Jesus nunca pretende ser o primeiro, “ser especial”.

Para o magistério o primeiro sacramento é o batismo. Somos povo de Deus consagrado pelo Espírito Santo. De fato, uma deformação na América Latina é o clericalismo que subestima a graça batismal. O clericalismo pouco a pouco acaba com o carisma profético, com a sacramentalidade do povo de Deus.

  1. No início e na conclusão da Carta Testamento (1905-1921), o sonho de Conforti é o sonho de Cristo que consiste na finalidade sublime da humanidade tornar-se uma Família em Cristo. É essa a grandeza da causa que nos une numa só família: “Sonharmos que humanidade entre no conhecimento de Cristo”; por esse motivo nosso vínculo passa de uma afeição natural a outra superior, sublime: “neste sublime momento”; são laços que significam algo diverso aos laços da carne e sangue. Era o desejo de nosso Fundador levar à humanidade à suavidade do amor de Cristo. Os votos são laços que nos prendem mais ao divino serviço.
  2. Manter-se santamente alegres. A fé-júbilo de ser cristãos consagrados é tão grande que não cabe no nosso pequeno coração. Tudo é motivo de alegria: a felicidade mística do crucificado, o nosso nascimento (ser criados por Deus), a criação.

O caminho espiritual: No início da vida espiritual a cruz é resignação pelo santo temor de Deus; no meio a cruz é doce e leve porque se segue a Cristo pela esperança do céu eterno; no fim é o sublime desejo de sofrer, o júbilo no meio do sofrimento, dizer como São Francisco Xavier: “mais Senhor, mais ainda”, são os que compreenderam a santa loucura da cruz.

Para manifestar a felicidade de ter sido criado Conforti afirmava: “Fomos criados no êxtase e felicidade de Deus”. Antes de nascer Deus já nos conhecia.

Felicidade pela capacidade de ler o livro da natureza. O homem é um grande livro, fiel expressão do pensamento de Deus. Na criação Deus se faz conhecer e amar com seu poder, sabedoria e amor infinito. O mundo se torna para Deus um templo. Por isso Conforti vê a presença de Deus em todas as coisas. Feliz quem sabe ler o grande livro do universo.

Tudo isso é o fundamento de nossa alegria.

  1. Conforti queria que seus missionários fossem religiosos. Ele fez seus votos o dia da sua ordenação episcopal. O que os votos podiam acrescentar à sua ordenação episcopal? O sacerdócio batismal é a oferta de si mesmo em união com a oferta de Cristo. Os votos para Conforti eram o segundo batismo.

Jesus, Sumo Sacerdote da carta aos Hebreus também foi inspiração para a Vida Religiosa de Conforti. Ele viu a Vida Consagrada como oferecer-se a si mesmo. A santa loucura da cruz vivenciada na vida cotidiana. A cotidiana imolação de um ser que pretende ser totalmente de Deus.

O ícone da Vida Religiosa, ou melhor, Vida Consagrada não é mais o “jovem rico”, mas a “transfiguração”. Não é mais a regra que conta, mas a o meu ser com o povo, o meu ser de Deus.

Jesus é consagrado e enviado ao mundo e se consagrou a Deus no mundo.

Missionários Xaverianos no Brasil
Copyright ©2018