Ano do Laicato, os leigos missionários além-fronteiras

A Igreja no Brasil vai celebrar, no período de 26 de novembro de 2017, Solenidade de Cristo Rei, à 25 de novembro de 2018, o “Ano do Laicato”. O tema escolhido para animar a mística desta iniciativa foi: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5,13-14).

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Segundo o bispo de Caçador (SC), dom Severino Clasen, presidente da Comissão Episcopal Especial para o Ano do Laicato, pretende-se trabalhar a mística do apaixonamento e do seguimento a Jesus Cristo. “Isto leva o cristão leigo a tornar-se, de fato, um missionário na família e no trabalho, onde estiver vivendo”, disse o bispo.

O Ano do Laicato terá como objetivo geral: “Como Igreja, Povo de Deus, celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil; aprofundar a sua identidade, vocação, espiritualidade e missão; e testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade”.

A celebração do 4º Congresso Missionário Nacional em Recife, PE, de 7 a 10 de setembro, viu a presença de muitos leigos e leigas desejosos de se projetarem mais além de onde estiver vivendo. Também o XVII Capítulo Geral dos xaverianos tomou seriamente em exame a questão do laicato xaveriano além-fronteiras.

Há de fato um crescente apelo e desejo dos leigos e das leigas na América Latina de participar ativamente da missão ad gentes. Podemos dizer que, sem sombra de dúvida, tem muito mais disposição por parte do mundo laical que do mundo clerical para esse tipo de cooperação com a missão de Deus. Todavia, na maioria das vezes, dificuldades logísticas e de organização não conseguem viabilizar projetos e programas nesta direção. Não falta quem se oferece para ser enviado: faltam os “enviantes”, igrejas que escolhem, investem, preparam, enviam e recebem leigos e leigas para a missão além-fronteiras.

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Olhando para o comprometimento bem mais radical de missionárias e missionários de outras igrejas, podemos ter certeza que é possível trilhar caminhos mais ousados, assumindo alguns riscos. A organização missionária da Igreja, moldada em torno das figuras dos consagrados e das consagradas, deverá ser profundamente repensada se quiser responder aos desafios de hoje aproveitando do potencial do laicato.

É preciso pensar de criar organizações missionárias e pensar na missão não somente como mística, que é fundamental, mas também como projeto de vida pessoal, comunitário e institucional.

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