60 anos dos Xaverianos no Brasil (resumo)

      Os Missionários Xaverianos chegaram ao Brasil em 27 de junho de 1953, era um pequeno grupo de quatro padres que desembarcou em Santos (SP). Eles tinham sido expulsos da China comunista, vieram atendendo o apelo do papa Pio XII, que pedia às congregações missionárias de trabalharem na América Latina.

            O primeiro campo de ação missionária foi a diocese de Jacarezinho ao norte do Paraná, era a época dos cafezais e das grandes migrações para esses lugares.  Os Missionários Xaverianos encontraram um país continental com uma população batizada, mas carente de assistência religiosa por falta de clero; os desafios eram muitos, as distâncias eram imensas, era preciso constituir comunidades eclesiais e organizar paróquias. O catolicismo passava-se tradicionalmente de pais para filhos. O trabalho era pioneiro no campo da Evangelização e da promoção humana, era necessário começar do nada e erguer praticamente tudo.

Desde os primeiros anos de presença no Brasil, os Missionários Xaverianos trabalharam para promover as vocações missionárias locais e formar os que forem chamados a viver o carisma missionário de São Guido Maria Conforti. Construíram os seminários de Jaguapitã (PR) em 1959, de Londrina (PR) em 1965, seguidos por várias casas de formação, entre outras, Laranjeiras do Sul (PR), Curitiba (PR), Hortolândia (SP), Piracicaba (SP).

Em 1961 foi-lhes confiada pela Santa Sé a Prelazia de Abaité do Tocantins na região Amazônica, hoje diocese de Abaetetuba (PA). Os Missionários Xaverianos não limitaram sua ação missionária ao longo do rio Tocantins, também se inseriram na ação Evangelizadora na arquidiocese de Belém, na Prelazia do Xingu e na diocese de Redenção, priorizando a formação de Comunidades Eclesiais de Base, a opção preferencial pelos pobres, as pastorais sociais e a presença com os indígenas Kayapós.

Na ação pastoral missionária, optaram por prestar o serviço na Igreja local nas áreas mais desafiadoras e mais missionárias, de acordo com a opção preferencial pelos pobres, da Igreja da América Latina e do Concílio Vaticano II.

Com a urbanização e o crescimento das cidades, deixando parte do norte do Paraná, assumiram o trabalho Evangelizador nas periferias mais desafiadoras como São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Campinas (SP), Belém (PA) e Londrina (PR), envolvendo-se  com os problemas sociais dos sem casa, os sem terra, os meninos de rua, na formação de comunidades eclesiais de base.

Atualmente trabalham na ação pastoral no Brasil quase cem xaverianos presentes nos estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Pará nas paróquias, nas pastorais sociais, na pastoral indigenista, na Animação Missionária e Vocacional e na formação dos futuros Missionários além fronteiras. Vários xaverianos brasileiros partiram para terras longínquas para levar o Evangelho para Japão, Filipinas, Camarões, Moçambique, México, Indonésia, Bangladesh entre outros países. Muitos outros se formam nas Teologias Internacionais do México, Itália, Camarões e Filipinas preparando-se para trabalhar entre os não cristãos e os mais pobres.

Rafael López Villaseñor

 

 

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